domingo, 27 de setembro de 2009

August 17th - Discovery Cove - Parte II

Chegando o horário, vou à Starfish Cabana para as recomendações de segurança durante a interação. Falo para uma das moças se havia a possibilidade de uma treinadora brasileira acompanhar o grupo. Ela diz que tentará. Nisso, ela me entrega um contrato, no qual eu assumia todos os riscos possíveis durante a interação. Estava escrito que os golfinhos poderiam morder e que havia risco de afogamento, já que a água era bem profunda. O cenário era de dar medo. Por alguns segundos, cheguei a pensar se valia a pena assinar aquele termo. Porra. O que eu tou pensando? Esperei 21 anos por este momento. Não perco meu tempo atraindo energias negativas e assino logo.

Elas passam um vídeo, e uma treinadora americana faz as recomendações. Após, era chegada a hora. A Starfish Cabana se divide em três ou quatro grupos, não lembro direito, em direção à Dolphin Lagoon. Passamos pela areia branca, que você só vê em filmes ou fotos, e deixo meu relógio em uma das cadeiras, já que havia risco de machucar os golfinhos. Entro na água friíssima. Há necessidade de um mergulhinho para adaptar-me. A querida família holandesa está no mesmo grupo. E como tudo tinha que dar certo... a treinadora era brasileira: Lucy. E Lucy nos apresenta a golfinha Maria.

Maria é extremamente linda. Tem seis anos. Nada em frente ao grupo, para que todos possam tocá-la. Lucy nos dá algumas instruções. Pede para nós pularmos. Maria dá um salto bem mais alto. Pede para que todos assustem Maria com um grito de "Shark!". Eu não tive condições de fazer isso com ela, mas acontece algo bem legal. Maria "grita" de susto. Quando Lucy pede desculpas e diz que se tratava de uma brincadeira, Maria joga água nela.

Lucy segue com algumas indicações, mas eu não lembro de todas. Pede para formar uma fila para o contato exclusivo com Maria. Primeiramente, o beijo. Lucy pede para estendermos as mãos, em formato de concha, que Maria poria sua cabeça sobre elas. Aí, daríamos um beijo em seu "queixo". Todos deram. Com a exceção do último. Eu, é claro. Acho que me apaixonei. Fecho os olhos e dou um "lipstick", como repetia Lucy. Após, mais uma foto abrançando-a.

Mais algumas informações e chega a hora do nado. Lucy explica que o nível da parte onde iríamos esperar Maria era bem profunda. Vou no terceiro e último trio. A querida família foi antes e comentamos a respeito. Cansa nadar até lá. É uma certa distância. Depois, é necessário manter-se. Pergunto para a treinadora que ali estava se a água era realmente funda e ela confirma. Peço para ser o segundo, porque não aguentava mais. Maria chega e nadamos por alguns mágicos segundos, de volta à parte rasa. Agradeço-a com um afago e sorrio para os holandeses. Alimento Maria com um peixe.

Após, o Grand Finale. Lucy pede para gritarmos "Go, Dolphins!". Maria se afasta do grupo, assim como todos os outros golfinhos. Todos reaparecem juntos voando. Espetáculo. Maria volta para nosso grupo para se despedir. Lucy pede para darmos tchau para Maria, que joga água na cara de cada um com sua cauda. Momentos para não esquecer. Os melhores de minha vida.

Sem ainda acreditar no que acabara de acontecer, pego meu relógio e vou até os armários para retirar meu kit, para voltar à "praia". Consigo um ótimo lugar em frente à Resort Pool. Fico um pouco deitado, admirando o paraíso em que estou, abençoado por um brilhante sol. Mando mensagens para o Brasil, dizendo o lugar em estou e perguntando se eles estavam tão bem quanto eu. Não estavam. Azar o deles. Eu tinha que aproveitar.

Pego o snorkel, a máscara e, claro, a câmera e decido começar a mergulhar no Tropical River. Tiro algumas fotos debaixo d'água em uma gruta e conto com a colaboração dos americanos para que tirassem também. Iniciando o mergulho, sou barrado. A lifeguard diz que eu precisava da vest. Volto correndo para pegá-la. Meu acesso é liberado. Funciona assim: você percorre um circuito oval. A água é quente. Em sua maioria, a água é funda; mas há alguns pontos rasos, ou com pedras, onde você pode aproveitar para respirar um pouco e admirar o local.

É uma brincadeira que cansa um bocado. Volto para minha cadeira para aproveitar o sol. Aproveito para comer uns snacks e tomar algo. Queria aproveitar que tudo era free para tomar algo com álcool. Mas decidi que não. Fico com uma Sprite mesmo.

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