segunda-feira, 14 de setembro de 2009

August 14th. Sea World parte I

Hoje é dia de Sea World. Acordo, dou aqueles 5, 10 minutinhos e vou para o banho. Quando saio, vejo que o quarto está bem bagunçado. Pacotes de presente, a caixa do computador a algumas roupas. Decido arrumar tudo antes de sair. E ainda tenho que arrumar minha mochila para o parque. Chinelo, tênis, voucher, roupas reservas, dinheiro, cópia do passaporte, câmera e duas garrafas de água. Antes, ainda tem a primeira tip para as camareiras do hotel. Pesquisei que, para o quarto ser bem limpo, é necessário um agradinho. O shuttle sai do hotel às 9h40.

Desço do quarto e vou para o hall. Lembro que tenho que reservar o transporte com a Mears para o Discovery Cove. Demoro um tempinho para ser atendido para os queridos dizerem que não podem fazer essa ligação para mim. Por via das dúvidas, perguntei para um deles se o shuttle para o Sea World já estava no hotel. O moço me aponta para fora e diz que ele está saindo. Saio correndo do hotel e vejo dois shuttles. Um saindo. Minha esperança é o outro. "Good morning. Is this the shuttle to Sea World?" "Universal".

Não acredito. Logo no primeiro dia, perdi o shuttle por segundos. É muito azar. O jeito é esperar até o próximo: 11h45. Desolado, volto para o quarto. Ligo o notebook e converso com a mãe. Ela, meio braba, me manda pegar um táxi. Eu falo que o táxi para o parque custaria U$ 30, e achava melhor esperar pelo shuttle.

O tempo demora a passar. Mas a hora chega. Primeiro parque em Orlando: Sea World. O motorista nos deixa no estacionamento do parque e dou mais uma tip pelo bom serviço. Caminhando até a entrada, percebo uma espécie de buraco entra os arbustos. E não acreditei no que vi! Duas Shamus! Me achei o cara mais esperto do dia. Fiquei ali uns dois minutos e até tirei foto. Comecei o dia bem.

Me encaminhei até a bilheteria para retirar o ticket. Apresentei o voucher do Discovery Cove, que dava direito a uma entrada no Sea World. Me pediram o passaporte para confirmar se eu era o sortudo Felipe Rodrigues. Estava apto a entrar. Estava espantado como aquele lugar é lindo. Olhava para todos cantos. Encontro aquele tanque onde eu havia visto as Shamus. Ainda havia mais alguns leões marinhos. Que lindo! Eu fiquei parado observando, depois de posar para uma foto. Fiquei minutos. Estranho. Nenhum dos animais se movia. Aí eu penso: "O espertão achou que tava mandando bem, mas são estátuas". Hahahahaha. Que começo!

Vou passeando para saber onde pode começar a diversão. O parque é imenso e eu não havia pegado o mapa. Acho uma movimentação grande de pessoas. Vou dar uma espiada. Era a Dolphin Nursery, uma piscina onde lindos golfinhos nadavam magicamente. Fiquei um bom tempo ali e consegui tirar bonitas fotos. Era o meu primeiro contato com golfinhos. Estava alegre porque sabia que, daqui a alguns dias, eu estaria mais próximo ainda.

Sigo e encontro placas que direcionavam à nova montanha russa: a Manta. Confesso que tenho um certo medo. O percurso pode ser bem radical. É até melhor. Mas tenho um grande problema com subidas. É hora de encarar. Tenho que deixar a mochila nos lockers e dar dois quarters. A entrada não poderia ser mais linda: durante a fila, vários aquários (não como aquele que você tem em casa; aquário de alguns metros), cada um mais bonito que o outro. Peixes fantásticos, coloridos e muitas arraias.

Ouço uma expressão que ouviria bastante durante a viagem: "How Many?" À primeira vez, não entendi. E larguei um "sorry". Ela repete. Ah, ela queria saber quantas pessoas estavam comigo. "Just me". Ela me indica a fila da direita. A fila para as pessoas desacompanhadas. Enquanto a da esquerda ocupava a escada inteira, na da direita eu pude subi-las tranquilamente. Espero um pouco e me indicam o número do carrinho que eu entraria. Sento no meu assento, a proteção desce e a surpresa: ele se movimenta 90 graus, ficando horizontalmente. Assim como uma arraia.

Realmente, a subida não foi nada boa. A altura é impressionante e a velocidade não poderia ser mais baixa. E eu olhando para baixo. Vendo tudo aquilo ficando cada vez mais distante. Belos ingredientes. Mas foi por pouco tempo. A ride começa e é delirantes, com grande velocidade, loopings, inversões. Passa pelo parque, chega perto das pessoas e passa planando na água. Impressionante. Uma pena que o tempo passe tão rápido. Saio e decido ir outra vez diretamente. Lá em cima, o operator me indica "number 1". Eu vou. Chamo ele, converso e peço another one. Ele brinca comigo, diz que eu tinha que ficar e me manda a outro carrinho. Ufa. Melhor assim. Mais um lindo passeio. No final, eu compro a foto. Muito legal. "Awesome", como eu veria que é a palavra mais usada pelos americanos.

Por enquanto é isso. À noite, depois da aula, eu continuo o passeio pelo parque da Shamu.

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