
O passeio recomeça. Ando bastante até encontrar a Journey to Atlantis. Paro um pouco para observar e vejo que o brinquedo molha bastante. O esquema era o mesmo da Manta: mochilas nos lockers. Mas, assim como na Manta, permaneci com minha pochete. Fico em uma fila de mais de uma hora em um calor infernal. Minha hora chega. O passeio é muito legal. Algumas molhadas pelo caminho, depois a tradicional queda, onde se molha bastante. "Uau, foi legal!". Me molhei bastante. Segue a ride. Acredito que para ir embora. Mas não. Novas voltas que molham muito, mas muito mais! Saí encharcado. Eu e o dinheiro. Notas coladas umas nas outras.
Já se passam das 3PM e barriga começa a reclamar. Tá na hora de comer. Como já tinha me decidido em Poa, tinha que comer no Sharks Underwater Grill. É um restaurante cuja decoração é uma parede de aquários. Nesses aquários, tubarões. Esqueci de perguntar quais eram. Como só havia eu, não precisei esperar. O restaurante é muito bonito mesmo. Peço um Shark's Mixed Grill. O sistema de bebidas é refil. Não precisava pedir que eles traziam um copo de gelo com Sprite. Alguns pães de entrada. Valeu a pena o investimento.Faço alguns passeios pelas muitas passagens entre aquários do parque e vou para o Wild Artic. Na entrada do simulador, havia duas opções: motion e no motion. Como havia recém comido, tive de optar pelo no motion. Que horror. Quase dormi durante o filminho. A continuação do brinquedo que é legal. Vi um urso polar, um gigante manatee (não sei como se chama em português) que nadava e se exibia, e outros animais polares.
Ando mais um pouco e deparo com a arena da Shamu. Tive muita sorte que Believe estava para começar. Aliás, essa foi uma das tônicas da viagem. Tudo parece que foi perfeitamente cronometrado. Eu sempre estava na hora certa, no lugar certo. O show é impressionante. É inacreditável como aquelas baleias de não sei quantas toneladas conseguem realizar aqueles voos. A trilha sonora é perfeita. Something far greater e Black and White são emocionantes.O shuttle para o hotel saía às 7h45PM. Estava próximo ao horário e eu não sabia se voltava ao hotel com o shuttle, ou se pegava o Trolley e ia para o Prime Outlet. Nesse período de indecisão, saio para pensar. Ando e decido ir embora de Trolley mesmo. Passo por uma apresentação onde dois nadadores se mostravam em uma piscina. A moça era linda. Tiro algumas fotos. Antes de sair, entro em uma lojinha e compro uma Shamu de recordação. Ainda tiro uma foto com os flamingos.
Me retiro e, enquanto esperava pelo Trolley Red-North, tiro mais uma conclusão: as americanas são, de longe, as mulheres mais belas do mundo. Todas têm olhos e cabelos claros. Ou são iguais à Shawn Johnson ou à Lindsay Lohan. Paraíso. Me apaixonei milhares de vezes. O Rio Grande do Sul não possui as mulheres mais lindas do mundo. Elas estão na Flórida.
Pego o Trolley quase noite e vou até o Prime, que é a última parada. É muito grande. Vou primeiro na Ralph Lauren, para aproveitar os preços para comprar alguns presentinhos. Passo mais de uma hora e meia lá. Olho todas as roupas. Gostei de um vestido que ficaria muito bem na Bel. Pergunto para um vendedor se ele serviria em uma criança de oito anos. Me responde que aquilo era para crianças de até três anos. Eu tenho certeza que serviria. A Bel tem tamanho de três anos. Saio da loja, já perto do último horário do Trolley de volta. Antes passo na DKNY. Achei o estilo igual ao da Lala. Quando me apresento como brasileiro, a americana solta um "E aí, beleza?", que deve ter aprendido de algum carioca.
Saio correndo para pegar o Trolley. Pergunto em uma van se eles sabiam onde era a parada e eles me indicam o outro lado da rua. Vou para lá. Eu no meio do nada. Na escuridão. Nenhum carro passava, quanto mais o Trolley. Bateu um desespero. Chegam dois jovens, e eu os questiono se eles estavam aguardando. Me aliviei quando disseram que sim. Alguns minutos depois lá estava ele. No caminho, pouquíssima gente entrava. 11PM não há mais movimento por lá. O motorista me pergunta onde eu iria e eu digo que até o Premium, o outro extremo da International Drive.
De lá, pegaria um táxi de volta ao hotel. É uma forma bem econômica. O motorista me deixa no ponto da empresa de táxi. A moça chama um e, para meu azar, era um dos africanos. Eu já havia visto na internet que eles não eram confiáveis. Quem me garante que o cara não poderia me sequestrar? Eu não conhecia nada do caminho. Perguntei quanto daria a corrida e ele: "twelve dollar" (assim mesmo). Depois ainda repete, porque acha que eu não havia entendido. O preço era o estipulado mesmo. Menos mal. Foram as únicas palavras que trocamos no percurso.
Chego muito cansado, em segurança e tarde no hotel. Queria comer alguma coisa, mas o restaurante do hotel já estava fechado. Passo na lojinha e compro um pacote de bolachas Oreo e um copo de Sprite.
Chego muito cansado, em segurança e tarde no hotel. Queria comer alguma coisa, mas o restaurante do hotel já estava fechado. Passo na lojinha e compro um pacote de bolachas Oreo e um copo de Sprite.
Estava terminando ali um grande dia.

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