quarta-feira, 16 de setembro de 2009

August 15th - Universal Studios Parte II

Sigo para o Jaws. Em minha primeira viagem a Orlando, relutei muito em ir, porque não queria morrer com o tubarão derrubando o barco. Desta vez, fui mais corajoso para encarar a fila de mais de uma hora. A atração continua igualzinha a 1996. Podiam ter investido mais. Os tubarões, a narração. Tudo igual. Mas foi bonito mesmo assim.

Eu não consigo lembrar direito o exato momento em que fui à roller coaster Revenge of the Mummy, que substituiu o King Kong. Acredito que tenha sido depois do Jaws mesmo. Nessa, há fila para single riders. Muito rápido mesmo. Essa montanha russa é muito massa. No início, você percorre alguns dos cenários dos filmes. Há um fogo tão intenso, que você sente que está se queimando. O percurso dela é todo feito no escuro. Aproveitei o recurso de single ride, e decidi ir outra vez.

Sentei em uma mesinha para descansar e olhar o mapa do parque para procurar algum restaurante. Nisso, vem uma rajada de vento com tanta força que rasga meu mapa, levando-a ao laguinho. Começa a pingar. Eu decido ficar ali mesmo. É só uma chuvinha... Um minuto depois começa a tradicional tempestade da Flórida. Muita água e muitos trovões. Me encharquei ali já. Corri para buscar abrigo, mas todos estavam ocupados. Nessas corridas, vi uma mulher desabando bem feio. Ensopado, consigo lugar em frente a um restaurante. Converso com uma senhora. Pelo seu sotaque perguntei-a se vinha da França. "Iceland", responde. Pedi uma foto de recordação da chuva.

Falando em mapa, um detalhe engraçado. O mapa em inglês foi traduzido na internet, o que provoca frases bizarras como "Swoop, soar e despedaça sua maneira com Krustyland nesta toda a aventura nova que starring a família animated favorito do mundo". Custava contratar um intérprete e não passar por esse fiasco? Isso é algo que não se vê na Disney.

Uns 20 minutos depois, a chuva para e o sol volta a brilhar. O parque, que parecia vazio, transborda de gente novamente. Almoço no Lombard's Seafood Grille. O garçom me dá um prato minúsulo, que não suportava sequer os talheres. Peço outro. Na saída, mais confusão. É hábito lá deixar tips também em restaurantes. Então dou um valor mais alto que a conta com as tips, para receber uma nota inteira de troco. O cara não entende nada e eu fico meia hora explicando para ele.

Sigo para Disaster, onde pego mais uma fila de uma hora, mais ou menos. É uma atração bem divertida. O apresentador chama alguns participantes para fazerem parte de um ensaio. Dirige algumas ações, e seguimos para o trem, onde assistimos às filmagens, já editadas com os efeitos construídos. No percurso, alguns disasters. Enchentes, um caminhão desaba, fogo, vento...


Continuo minha caminhada e, naquela máxima de sempre estar no lugar certo, na hora certa, chego alguns minutos antes da apresentação de Beetlejuice's Graveyard Revue, um musical estrelado pelos monstros do filme. Enquanto o show não começava, um senhor muito legal animava o público cantando com sua bengala e distribuindo brindes às crianças. A plateia acompanhava junto todas as músicas, principalmente I love Rock 'n' Roll. Durante o espetáculo, havia tradução simultânea para pessoas com problemas de audição. Ao notar, Beetlejuice começa a repetir diahreea, para risos dos fãs.


O tempo vai passando rapidamente. Falta pouco mais de duas horas para a saída do shuttle. Como não sabia o esquema da volta direito, sairia do parque meia hora antes do shuttle. Sigo para o Twister, uma atração que simula os efeitos de um tornado. Vacas voam, assim como no filme, enquanto você sente a ventania.

Para finalizar o parque, o Shrek 4-D. Novamente uma fila de mais de uma hora, o que acaba desgastando muito. Mas sempre vale a pena. Vejo que a fila para a nova roller coaster, a Hollywood Rip Ride Rockit tinha algumas centenas de pessoas. Um absurdo. Tenho a impressão de que ela havia sido recém aberta, pois, quando a vi no início, os carrinhos faziam o percurso vazios. Infelizmente, não haveria tempo para andar nela.

Novamente a história do tempo. Saio exatamente no horário que eu previa. Finalmente consigo tirar a foto frente ao globo da Universal. Faço o caminho de volta, mas, inicialmente me perco. Ao me situar, vejo um monte de paradas dos ônibus. Algumas apresentavam placas com os hotéis. Nenhum era o meu. Por sorte, avisto uma família que me recordava ter ido conosco. Espero ali e, com certo atraso, o shuttle aparece.

Sinceramente, esperava mais de Universal Studios. Na programação para a viagem, cheguei a pô-lo no último dia "para deixar o melhor por último". Ainda bem que eu não fiz isso. Foi bem legal, mas poderia ter sido bem mais.

Volto para o hotel, troco de roupa e rumaria ao Premium Outlet. Não consigo ligar para o Mohammad do quarto. Peço para a recepção, e eles me dizem que não poderiam ligar. Mas me colocam com outro motorista, que não era táxi. Tive bastante sorte.

Era um cara jovem. Oz, seu nome. Eu pergunto de onde ele era. "Racha". Hein?? E ele repete "Racha". Ao ver que eu não entendia, ele explica. "Man, don't you know? The biggest country in the world!" "Ohhh, Rãshia!", pronuncio. "How do you say in Brazil?" "RÚS-SIA". Ele estava ouvindo techno, perguntou se eu gostava, e eu dizia que não era meu som preferido. Digo que gosto de rock e rap. De rock ele não gostava, mas pegou seu iPod para mostrar o rap que ele curtia. Se esforçou muito para me convencer que East Coast tinha melhores rappers que West. Pergunto se ele gostava de 2Pac, o que eu acreditava ser uma unanimidade. Ele fala que até ouvia, mas enjoa porque não tem beats, somente um cara gritando. Não consigo me lembrar a palavra que ele me ensinou. Era um sinônimo de boring. Droga. Eu digo a ele que estava tentando aprender a american language. Oz aproveita para me ensinar algumas cuss words. Fala em "get laid" e "kicking ass". Quando ele falou que se interessava em ir ao Brazil, digo que no Carnaval do Rio de Janeiro ele teria grandes chances para "get laid". Conseguimos desenvolver uma conversa muito legal, também. Ele me dá seu número, mas cobrou U$ 15. Como o Mohammad me disse que cobraria U$ 10 para ir ao Premium, amigos amigos, negócios à parte. Foi ótimo conhecer Oz e gostaria de reencontrá-lo em outra ida, mas agora é hora de economizar.

No Premium, "perco" bastante tempo na Oakley. Os preços estão ótimos, e compro coisas pra toda a família. Em outra loja, compro meus óculos. E na Nike, um tênis. Volto de táxi com Moses, o primeiro taxista americano. Outro cara bem legal. Pergunto se era seguro ser taxista lá e ele me responde que só trabalhava com turistas. Senão chegava um "Loco (essa palavra mesmo) who says 'give me the money'". Moses estava feliz porque havia comprado mais um automóvel. Isso que o dele já era extremamente incrível. Encerrava-se ali mais um grande dia.

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