sábado, 3 de outubro de 2009

August 17th - Discovery Cove - Parte III

Exploro o lugar e chego ao Ray Lagoon. Piso e sinto que aquela água extremamente gelada pedia wetsuit. Vou até a cabana e pego. Agora sim estou protegido. E que lugar lindo. Dezenas de arraias dançam suavemente, passando por minhas pernas. Quando elas chegam perto, levantam suas "asas" para não baterem. Parece que elas estão estendendo-as para receber um aperto de mão. E é o que eu faço. Consigo tirar muitas fotos. Mergulho para vê-las de baixo e aproveito um bom tempo.

Atravessando o Ray Lagoon, há o Coral Reef. Agora sim um mergulho de verdade. A água também é muito gelada. Dou um mergulho logo para me acostumar. Nisso, já consigo avistar o paraíso submerso ali. Milhares de peixes, corais e mais arraias. Um cenário diferente do que estou acostumado. Além disso, é bastante fundo. Crio coragem e começo a bater pernas. O caminho é lindo. Estou nadando entre muitos peixes. Entre mesmo. Como se eu fosse um deles. Olhos para os lados e vejo cardumes junto a mim. As arraias passam por baixo. Você não está afetando o habitat deles. Você faz parte. Algumas das arraias são gigantes. Bem maiores que uma pessoa. Fico em dúvida se diminuo o ritmo das pernadas para mantê-las longe, ou se aumento a velocidade para admirá-las. No fim, os treinadores avisam que eu chegara na área de alimentação das arraias e que é necessário manter uma distância.

Já são algumas horas da tarde. Como o Laguna Grill tem horário de fechamento, corro para não perder. Escolho uma mesa e deixo tudo lá: câmera, chave do armário e demais pertences. Sei que aqui nada acontecerá. A comida novamente é free. All you can eat, como os americanos costumam dizer, ou Your All-Inclusive Day, como o Discovery trata. Fico espantado com a quantidade de comida bonita. Pego fritas, massa penne com molho quatro queijos, frango e um salmão grelhado. Um salmão mesmo, não aqueles do Súper. Uma cor maravilhosa. Acho que o prato mais bonito que já vi. A comida é espetacular. A melhor que já comi. Não tenho condições de pegar mais, mas sou obrigado a buscar uma sobremesa. Uma incrível torta de chocolate. Farto, fico um bom tempo refletindo.

E o dia segue assim, Espetacular. O sol brilha. De repente, nuvens surgem e a tradicional chuva da Flórida dá as caras. Por pouco tempo, ainda bem. Isso porque tudo tem que dar certo... Repito todos os mergulhos e tiro mais fotos do paraíso. Passo pelo aviário, vejo alguns pássaros diferentes, um pavão, mas não me apetece ficar muito tempo ali. Volto a mergulhar.
Quando o tempo decide começar a se esgotar, vou aos vestiários para me trocar e deixar os materiais. Sou informado que posso levar o snorkel. Bonita lembrança. Na volta, passo pela Dolphin Lagoon e ali fico. Estático admirando o nado dos golfinhos. Agora sozinhos. Fico bons minutos ali, desligado do tempo. Afinal, não sei quanto poderei voltar. Tenho que aproveitar.

Após, sigo para a cabana onde vendem as fotos do passeio. Mais de meia-hora ali, para escolher qual pacote comprar. Decido por levar o pacote que incluía seis fotos grandes, duas normais, um pôster, um CD e dois chaveiros. U$ 150!! But it worths, como Mohammad havia me ensinado.

Saio para esperar meu transporte de volta ao hotel. Fico parado em frente à entrada e uma moça pergunta se poderia ajudar-me. Digo que só aguardo pelo meu shuttle. E ela me surpreende ao dizer que ele estava lá, mas há um bom tempo. Como eu não apareci, foi embora. Pego os tickets e vejo que, realmente, eu havia errado quanto ao horário. A moça se oferece para ligar para a Mears e consegue um novo tranporte, a partir do Sea World. E, para chegar lá, ela me colocou no shuttle que fazia o percurso Discovery Cove - Sea World. Que dia perfeito!

Já no transporte Sea World - Hotel, uma mãe e sua filha puxam papo. Aliás, uma linda filha. Piercing no nariz, cabelo curto e loiro, olhos claros. Acho que são alemãs, mas não pergunto. A mãe pergunta como estava o Sea World e eu digo que, na verdade, estava no Discovery Cove. A filha pergunta se eu havia nadado com os golfinhos e eu mostro minhas fotos.

À noite, vou pela última vez ao Premium. Ligo do celular para meu amigo Mohammad. Faço as últimas compras e consigo uma jaqueta de couro linda por apenas U$ 60! São 11PM, eu e Mohammad havíamos combinado 11:30 em frente à GAP, mas já não tinha mais o que fazer, então fui para lá. Ouço umas pessoas falando em espanhol. Pelo jeito, pergunto se eram argentinos. Eram. Aí a pergunta óbvia: "Boca o River?". Que nada. Eles eram de Rosário. Dois do Central, e um do Newell's. Perguntam o meu, e digo que sou do time de D'Alessandro "mucho mejor que Maradona".

No exato minuto combinado, Mohammad chega. Ela pergunta quem eram e eu digo que eram argentinos. Que brasileiros e argentinos sempre discutem futebol. Aí Mohammad enlouquece. Segundo ele, um ex-jogador marroquino foi melhor que Pelé. Até o próprio teria dito isso... Na, na, na. Na despedida, comunico que seria o último dia da viagem que vê-lo-ia e agradeço por toda sua ajuda. Ele me cobra a metade do preço e, desta vez, eu aceito. Prometo que certamente ligaria para ele quando voltasse a Orlando e ele novamente me dá seu cartão. Falha minha, esqueço de pedir para tirar uma foto com ele. Me despeço aqui, de uma pessoa muito boa. Não tenho dúvidas de que Mohammad torna-se realmente "my friend".

Amanhã vou para a Disney!

domingo, 27 de setembro de 2009

August 17th - Discovery Cove - Parte II

Chegando o horário, vou à Starfish Cabana para as recomendações de segurança durante a interação. Falo para uma das moças se havia a possibilidade de uma treinadora brasileira acompanhar o grupo. Ela diz que tentará. Nisso, ela me entrega um contrato, no qual eu assumia todos os riscos possíveis durante a interação. Estava escrito que os golfinhos poderiam morder e que havia risco de afogamento, já que a água era bem profunda. O cenário era de dar medo. Por alguns segundos, cheguei a pensar se valia a pena assinar aquele termo. Porra. O que eu tou pensando? Esperei 21 anos por este momento. Não perco meu tempo atraindo energias negativas e assino logo.

Elas passam um vídeo, e uma treinadora americana faz as recomendações. Após, era chegada a hora. A Starfish Cabana se divide em três ou quatro grupos, não lembro direito, em direção à Dolphin Lagoon. Passamos pela areia branca, que você só vê em filmes ou fotos, e deixo meu relógio em uma das cadeiras, já que havia risco de machucar os golfinhos. Entro na água friíssima. Há necessidade de um mergulhinho para adaptar-me. A querida família holandesa está no mesmo grupo. E como tudo tinha que dar certo... a treinadora era brasileira: Lucy. E Lucy nos apresenta a golfinha Maria.

Maria é extremamente linda. Tem seis anos. Nada em frente ao grupo, para que todos possam tocá-la. Lucy nos dá algumas instruções. Pede para nós pularmos. Maria dá um salto bem mais alto. Pede para que todos assustem Maria com um grito de "Shark!". Eu não tive condições de fazer isso com ela, mas acontece algo bem legal. Maria "grita" de susto. Quando Lucy pede desculpas e diz que se tratava de uma brincadeira, Maria joga água nela.

Lucy segue com algumas indicações, mas eu não lembro de todas. Pede para formar uma fila para o contato exclusivo com Maria. Primeiramente, o beijo. Lucy pede para estendermos as mãos, em formato de concha, que Maria poria sua cabeça sobre elas. Aí, daríamos um beijo em seu "queixo". Todos deram. Com a exceção do último. Eu, é claro. Acho que me apaixonei. Fecho os olhos e dou um "lipstick", como repetia Lucy. Após, mais uma foto abrançando-a.

Mais algumas informações e chega a hora do nado. Lucy explica que o nível da parte onde iríamos esperar Maria era bem profunda. Vou no terceiro e último trio. A querida família foi antes e comentamos a respeito. Cansa nadar até lá. É uma certa distância. Depois, é necessário manter-se. Pergunto para a treinadora que ali estava se a água era realmente funda e ela confirma. Peço para ser o segundo, porque não aguentava mais. Maria chega e nadamos por alguns mágicos segundos, de volta à parte rasa. Agradeço-a com um afago e sorrio para os holandeses. Alimento Maria com um peixe.

Após, o Grand Finale. Lucy pede para gritarmos "Go, Dolphins!". Maria se afasta do grupo, assim como todos os outros golfinhos. Todos reaparecem juntos voando. Espetáculo. Maria volta para nosso grupo para se despedir. Lucy pede para darmos tchau para Maria, que joga água na cara de cada um com sua cauda. Momentos para não esquecer. Os melhores de minha vida.

Sem ainda acreditar no que acabara de acontecer, pego meu relógio e vou até os armários para retirar meu kit, para voltar à "praia". Consigo um ótimo lugar em frente à Resort Pool. Fico um pouco deitado, admirando o paraíso em que estou, abençoado por um brilhante sol. Mando mensagens para o Brasil, dizendo o lugar em estou e perguntando se eles estavam tão bem quanto eu. Não estavam. Azar o deles. Eu tinha que aproveitar.

Pego o snorkel, a máscara e, claro, a câmera e decido começar a mergulhar no Tropical River. Tiro algumas fotos debaixo d'água em uma gruta e conto com a colaboração dos americanos para que tirassem também. Iniciando o mergulho, sou barrado. A lifeguard diz que eu precisava da vest. Volto correndo para pegá-la. Meu acesso é liberado. Funciona assim: você percorre um circuito oval. A água é quente. Em sua maioria, a água é funda; mas há alguns pontos rasos, ou com pedras, onde você pode aproveitar para respirar um pouco e admirar o local.

É uma brincadeira que cansa um bocado. Volto para minha cadeira para aproveitar o sol. Aproveito para comer uns snacks e tomar algo. Queria aproveitar que tudo era free para tomar algo com álcool. Mas decidi que não. Fico com uma Sprite mesmo.

sábado, 26 de setembro de 2009

August 17th - Discovery Cove - Parte I

Hoje ainda é noite. Acordo com a mãe ligando. Ainda bem que combinamos isso, já que os malditos no hotel não ligaram como eu tinha pedido.Eram alguns minutos passados das quatro. Eu recém tinha ido dormir, mas já tinha que acordar. Como tudo na viagem tinha que dar certo (e dava) eu acordei sem nenhuma indisposição. Tomo um banho dormindo, faço minha mala e saio do quarto. É noite mesmo.

Da entrada do salão, vejo uma van, mas não sei por que acho que não era a minha e vou pro café. Tomo dois sucos de laranja. Saio e a van continua lá. Falo com o motorista e ele diz que ia para o Discovery Cove. Bom, era ele mesmo. Era um cara legal. Mas me deu uma notícia que eu não queria ouvir. Há alguns minutos, havia presenciado o lançamento de um foguete dali mesmo. Droga. Alguns minutos mais cedo, e eu teria visto também!

Chego no Discovery, mas ele ainda está fechado. Sou o terceiro a chegar. Já esperava um casal de senhores. Aproveito para tirar algumas fotos do bonito amanhecer americano. Acho que meia hora depois os portões se abrem para mim. Dou de cara num lindo hall, com funcionários atenciosos. Apresento meu voucher a uma das atendentes, que produz meu crachá de identificação, com o horário da "dolphin interaction". Apresentar-se às 9h30AM na Starfish Cabana.

Saio do hall para entrar em um dos setores do parque. Mais uma moça aguardava, segurando até a abertura (final) do parque. Ela mostra o mapa desenhado em uma pedra. Pergunto se havia outro, porque não parecia fácil localizar-se por lá. Mas ela me diz que era. OK. Mais alguns minutos e a entrada é liberada. No caminho, mais duas "interceptações". Uma pausa para uma foto e uma senhora que dá algumas indicações. Digo que sou do Brasil e ela diz para (um grupo de) Massachusetts say hello to Brazil.

Dali, a senhora indica o lugar onde deveríamos ir para pegar o material de mergulho, a roupa e um protetor solar especial. É proibido o uso de protetores solares convencionais, pois podem afetar os animais. Aí eles entregam um meio diferente. Mesmo espalhando durante um bom tempo, a pele ainda fica toda branca. Bem turista mesmo.

Bom, na hora de escolher o roupa, o homem oferece "vest or wetsuit". Como sabia que a água era bem fria, decido pelo traje completo. Me visto e guardo meus pertences no armário. Mas vejo que somente eu estava de wetsuit. Peço para trocar. E mais fiasco... O menor tamanho masculino ficou muito grande em mim. Logo... É, eles pegam uma vest feminina. Só que o tamanho mais próximo ficou muito curto. Fico extremamente gay de sunga vermelha e roupa deixando a barriga de fora. O jeito é deixar o zipper aberto.

Ainda falta um tempinho até o horário que eu devo me apresentar em Starfish Cabana. No caminho, uma simpática família me chama. Como tudo tem que ocorrer perfeitamente, certamente eles são uma família que viram que eu estava sozinho e decidem me fazer companhia. Perguntam sobre meu horário. Eles dizem que são no mesmo. Pergunto sobre a cabana deles. E também era a mesma. Eles eram holandeses. Não lembro por que, mas nos desencontramos.

Drops

Dois breves comentários:

Esqueci de falar. No aeroporto de Miami, já passei vergonha. Tinha trocado uns migalhos em Guarulhos, mas sobraram dois reais. Passando por um câmbio, perguntei para a moça: "Do you buy the brazilian currency?" e mostro minha humilde nota. "Too small", responde a americana.

E como estamos na Disney, lugar das princesas, penso ter encontrado a princesa encantada. Em POA.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

August 16th - Islands of Adventure - Parte II


A apresentação termina, mais ou menos, às 15h, eu acho. Minha barriga já está reclamando. Pego o mapa para saber como chegaria na Pizza Predattoria, em Jurassic Park. A partir dali, eu desistia de comer em restaurantes, o que me levaria à falência antecipada. Agora, só quick service. Lá, descubro que eles não trabalham com half __ and half __. Então, o jeito é uma pepperoni pizza. Ah. E lá também não há alguém que tire os pratos da mesa, como aqui. Isso cabe a cada consumidor. Deu pra identificar alguns brasileiros assim...

Mesmo depois de comer (e levar minhas coisas), fico um bom tempo por lá. Descansando e olhando o mapa. Vou para Poseidon's Fury, um lindo espetáculo com água, luzes e som. Saio andando e chego a Seuss Landing, a ilha infantil do parque. Cada um tem a sua. Perdi meu tempo em The Cat In The Hat.


Ou havia ganho tempo para criar coragem. Afinal, o Islands têm duas montanhas-russas bem famosinhas. A Hulk (que eu já havia decidido que não iria, pff) e a Dueling Dragons. Penso muito. Volto ao Lost Continent, ilha da roller coaster. Na verdade, são duas em uma. São dois carros que saem juntos, mas percorrem caminhos diferentes. Em alguns pontos se encontram e, de tão próximos, parecem que vão bater.

No mapa vejo que a Ice, diferente da Fire, não tinha uma subida. Como acho que já disse, não gosto de subidas. Então, se fosse, iria na Ice. Fico parado em frente à entrada, observando. Vejo que muitas crianças estavam indo. Crianças sempre me davam coragem. Decido ir. Deixo minha mochila em um locker e sigo meu destino. Esqueço de recolocar os tênis e acabo indo de chinelos mesmo. Vão na mão. Apesar do receio, curti demais. No caminho, vi muitos chinelos e sandálias perdidos.

A hora da saída do shuttle vai se aproximando. Como eu já havia feito tudo o que queria, saio um pouco antes para dar uma volta na City Walk, na Universal mesmo. Foi bom ter saído mais cedo, porque uma mulher inventa de me abordar para uma pesquisa de satisfação. Na maior boa vontade do mundo, aceitei, achando que seria rápido. Que erro. Além de ter sido complicadíssimo entender o sotaque dela, a pesquisa durou mais de 20 minutos. Que absurdo! E ela sem dar um sorriso durante o tempo. Coube até a outro funcionário perguntar where am I from.

Saio e vou passear por City Walk. Vejo uns americanos jogando basquete. Caminho. Tiro algumas fotos em frente a Hard Rock. Admiro o lugar e penso como foi bom meu roteiro. A cada dia, lugares melhores (com a exceção da Universal, é verdade). Desta vez, com a schedule dos shuttles à mão, não encontro problemas para achar o ponto.

À noite irei novamente ao Premium comprar mais algumas coisas e trocar a bermuda do Tom. O pessoal do hotel novamente não aceita ligar para o Mohammad e chama um senhor. Não era uma pessoa para formar amizade. Não conversamos quase nada, mas parecia uma pessoa confiável. Ele me deixa na GAP, pergunta se gostaria que me buscasse e combinamos um horário.

Na GAP, me espanto muito com os preços baixos. Vou à Nike e, depois de ligar 300 vezes pro mano, compro um tênis para ele. Saio para a Oakley, onde trocaria a bermuda. Trocaria. Não me dei conta que era domingo. E, no domingo, o Outlet fecha bem mais cedo... Puto da cara, ligo para o senhor me buscar. Uma coisa boa foi que ele me ensinou a ligar a partir do meu celular: discar o 0 antes do número.

Como voltei bem cedo ao hotel, tipo 22h, decidi jantar. Caminho até a Cici's Pizza para comer um rodízio americano. Do Brasil, vi muitos comentários positivos sobre o restaurante. O lugar é simples. Me senti na novela América. Os funcionários são bem atenciosos. O refri é refil e a pizza é comível. Não sei se me excedi ou se não me adaptei aos temperos ianques, mas não passei muito bem. À noite, me dói a barriga. E eu não posso ficar mal. Amanhã é dia de Discovery Cove. Esperei tanto por nadar com os golfinhos. Não pode dar errado. Durmo por volta da 1h e tenho que acordar pouco depois das 4h, porque o shuttle sai às 5h55. Não vai dar errado!

domingo, 20 de setembro de 2009

August 16th - Islands of Adventure - Parte I

16 de agosto. Hoje é o terceiro dia de parques e quarto nos USA. Hoje volto à Universal, mas desta vez para ir ao Islands of Adventure. Faço o procedimento diário: banho, uma certa arrumação no quarto, preparação da mochila, tip. Saio acho que mais de 10 minutos antes do shuttle sair. Mas não há como tomar café da manhã. Uma fila absurda. O jeito é comprar uma garrafa de suco de laranja na lojinha.

Pego o mapa e decido começar pela esquerda, para pegar as principais atrações sem muita fila. Não me apetece ir à roller coaster do Hulk. Então começo pelo Spider-Man. Um dos melhores simuladores de Orlando. Você pega os óculos para terceira dimensão e entra em um carrinho que percorre um caminho, por onde encontra os vilões da série. Toma choques, que fazem o carro tremer e um banho de água, quando Hydro-Man atinge Spider-Man.

Sigo o trajeto e encontro Popeye e Bluto's Bilge-Rat Barges. Notei que as pessoas estavam saindo bem molhadas. Tiro os tênis e troco por chinelos. Entro num bote cheio de argentinos. Há uma espécie de bolsa no centro, para que os pertences sejam colocados. Desta vez, coloquei a pochete junto. Saio de lá encharcado.
Pego o mapa e vejo que ainda havia uma atração
que molhava. Dudley Do-Right's Ripsaw Falls. Ando, procurando-a e, de repente, estou adentrando a ilha de Jurassic Park. Ops, passei. Volto e não acho. Acho um ponto de referência no mapa, vou até ele e encontro. Há fila para single riders. Pergunto onde deixaria minha mochila e me respondem que ela vai comigo. É uma queda como Journey to Atlantis e Splash Mountain. Acho que saí mais molhado que a do Popeye.

Agora sim, posso ir a Jurassic Park. Para em frente à entrada, igual à do filme, para esperar que um americano de boa vontade olhasse, e eu pedisse para tirar uma foto. É um dos únicos lados ruins de viajar sozinho. Ando mais um pouco e, novamente, um bom lugar para tirar foto: um dos carros de passeio à frente de um T-Rex. Espero um pouco e vejo a menina mais linda do mundo: pequeninha, sensível, morena, olhos tão claros que eram cinzas. Era para ela que eu pediria uma foto. Me apaixonei.

A ilha é bem grande, o que se torna confuso, mesmo com mapa. Decido não seguir o fluxo e chego num lugar onde não queria. Além de me atrasar para a atração principal, perco a chance de ir no mesmo barco da linda mocinha! Shit. Ando mais um pouco e vejo umas pessoas voando acima de mim. Era Pteranodon Flyers. Só não pude entrar porque tinha altura máxima. Double shit.

Desiludido, chego na Jurassic Park River Adventure, a atração principal. A fila é grandinha, mas é rápida. Dou show na entrada. Diferente de outros brinquedos, este não diz quantas pessoas cabem em cada "linha". Eu espero as pessoas à minha frente entrarem, para saber se daria. Deu. Só que nessa a catraca fecha e eu fico preso nela. Hahahahaha. Eles abrem. Eu entro no bote com dificuldades, porque a barra de segurança já estava meio fechada. Recordações de viagem. O percurso é bem massa. Ouvindo a musiquinha do filme, você entra no "Jurassic Park" e encontra dinossauros muito reais pelo caminho. Depois sobe um trilho, encontra o T-Rex e cai livremente (acho que é essa a ação para queda livre), com bastante água novamente.

Entro no Discovery Center, museu igual ao do filme, com um esqueleto de T-Rex também igual. Lembro que a mãe ligou enquanto eu estava lá. Sigo para The Lost Continent, outra ilha da aventura. Vejo uma fonte com uma estátua que fala com as pessoas. Naquela máxima de estar no lugar certo, na hora certa, chego pouco antes da apresentação de The Eighth Voyage of Sindbad Stunt Show.

Já continuo.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

August 15th - Universal Studios Parte II

Sigo para o Jaws. Em minha primeira viagem a Orlando, relutei muito em ir, porque não queria morrer com o tubarão derrubando o barco. Desta vez, fui mais corajoso para encarar a fila de mais de uma hora. A atração continua igualzinha a 1996. Podiam ter investido mais. Os tubarões, a narração. Tudo igual. Mas foi bonito mesmo assim.

Eu não consigo lembrar direito o exato momento em que fui à roller coaster Revenge of the Mummy, que substituiu o King Kong. Acredito que tenha sido depois do Jaws mesmo. Nessa, há fila para single riders. Muito rápido mesmo. Essa montanha russa é muito massa. No início, você percorre alguns dos cenários dos filmes. Há um fogo tão intenso, que você sente que está se queimando. O percurso dela é todo feito no escuro. Aproveitei o recurso de single ride, e decidi ir outra vez.

Sentei em uma mesinha para descansar e olhar o mapa do parque para procurar algum restaurante. Nisso, vem uma rajada de vento com tanta força que rasga meu mapa, levando-a ao laguinho. Começa a pingar. Eu decido ficar ali mesmo. É só uma chuvinha... Um minuto depois começa a tradicional tempestade da Flórida. Muita água e muitos trovões. Me encharquei ali já. Corri para buscar abrigo, mas todos estavam ocupados. Nessas corridas, vi uma mulher desabando bem feio. Ensopado, consigo lugar em frente a um restaurante. Converso com uma senhora. Pelo seu sotaque perguntei-a se vinha da França. "Iceland", responde. Pedi uma foto de recordação da chuva.

Falando em mapa, um detalhe engraçado. O mapa em inglês foi traduzido na internet, o que provoca frases bizarras como "Swoop, soar e despedaça sua maneira com Krustyland nesta toda a aventura nova que starring a família animated favorito do mundo". Custava contratar um intérprete e não passar por esse fiasco? Isso é algo que não se vê na Disney.

Uns 20 minutos depois, a chuva para e o sol volta a brilhar. O parque, que parecia vazio, transborda de gente novamente. Almoço no Lombard's Seafood Grille. O garçom me dá um prato minúsulo, que não suportava sequer os talheres. Peço outro. Na saída, mais confusão. É hábito lá deixar tips também em restaurantes. Então dou um valor mais alto que a conta com as tips, para receber uma nota inteira de troco. O cara não entende nada e eu fico meia hora explicando para ele.

Sigo para Disaster, onde pego mais uma fila de uma hora, mais ou menos. É uma atração bem divertida. O apresentador chama alguns participantes para fazerem parte de um ensaio. Dirige algumas ações, e seguimos para o trem, onde assistimos às filmagens, já editadas com os efeitos construídos. No percurso, alguns disasters. Enchentes, um caminhão desaba, fogo, vento...


Continuo minha caminhada e, naquela máxima de sempre estar no lugar certo, na hora certa, chego alguns minutos antes da apresentação de Beetlejuice's Graveyard Revue, um musical estrelado pelos monstros do filme. Enquanto o show não começava, um senhor muito legal animava o público cantando com sua bengala e distribuindo brindes às crianças. A plateia acompanhava junto todas as músicas, principalmente I love Rock 'n' Roll. Durante o espetáculo, havia tradução simultânea para pessoas com problemas de audição. Ao notar, Beetlejuice começa a repetir diahreea, para risos dos fãs.


O tempo vai passando rapidamente. Falta pouco mais de duas horas para a saída do shuttle. Como não sabia o esquema da volta direito, sairia do parque meia hora antes do shuttle. Sigo para o Twister, uma atração que simula os efeitos de um tornado. Vacas voam, assim como no filme, enquanto você sente a ventania.

Para finalizar o parque, o Shrek 4-D. Novamente uma fila de mais de uma hora, o que acaba desgastando muito. Mas sempre vale a pena. Vejo que a fila para a nova roller coaster, a Hollywood Rip Ride Rockit tinha algumas centenas de pessoas. Um absurdo. Tenho a impressão de que ela havia sido recém aberta, pois, quando a vi no início, os carrinhos faziam o percurso vazios. Infelizmente, não haveria tempo para andar nela.

Novamente a história do tempo. Saio exatamente no horário que eu previa. Finalmente consigo tirar a foto frente ao globo da Universal. Faço o caminho de volta, mas, inicialmente me perco. Ao me situar, vejo um monte de paradas dos ônibus. Algumas apresentavam placas com os hotéis. Nenhum era o meu. Por sorte, avisto uma família que me recordava ter ido conosco. Espero ali e, com certo atraso, o shuttle aparece.

Sinceramente, esperava mais de Universal Studios. Na programação para a viagem, cheguei a pô-lo no último dia "para deixar o melhor por último". Ainda bem que eu não fiz isso. Foi bem legal, mas poderia ter sido bem mais.

Volto para o hotel, troco de roupa e rumaria ao Premium Outlet. Não consigo ligar para o Mohammad do quarto. Peço para a recepção, e eles me dizem que não poderiam ligar. Mas me colocam com outro motorista, que não era táxi. Tive bastante sorte.

Era um cara jovem. Oz, seu nome. Eu pergunto de onde ele era. "Racha". Hein?? E ele repete "Racha". Ao ver que eu não entendia, ele explica. "Man, don't you know? The biggest country in the world!" "Ohhh, Rãshia!", pronuncio. "How do you say in Brazil?" "RÚS-SIA". Ele estava ouvindo techno, perguntou se eu gostava, e eu dizia que não era meu som preferido. Digo que gosto de rock e rap. De rock ele não gostava, mas pegou seu iPod para mostrar o rap que ele curtia. Se esforçou muito para me convencer que East Coast tinha melhores rappers que West. Pergunto se ele gostava de 2Pac, o que eu acreditava ser uma unanimidade. Ele fala que até ouvia, mas enjoa porque não tem beats, somente um cara gritando. Não consigo me lembrar a palavra que ele me ensinou. Era um sinônimo de boring. Droga. Eu digo a ele que estava tentando aprender a american language. Oz aproveita para me ensinar algumas cuss words. Fala em "get laid" e "kicking ass". Quando ele falou que se interessava em ir ao Brazil, digo que no Carnaval do Rio de Janeiro ele teria grandes chances para "get laid". Conseguimos desenvolver uma conversa muito legal, também. Ele me dá seu número, mas cobrou U$ 15. Como o Mohammad me disse que cobraria U$ 10 para ir ao Premium, amigos amigos, negócios à parte. Foi ótimo conhecer Oz e gostaria de reencontrá-lo em outra ida, mas agora é hora de economizar.

No Premium, "perco" bastante tempo na Oakley. Os preços estão ótimos, e compro coisas pra toda a família. Em outra loja, compro meus óculos. E na Nike, um tênis. Volto de táxi com Moses, o primeiro taxista americano. Outro cara bem legal. Pergunto se era seguro ser taxista lá e ele me responde que só trabalhava com turistas. Senão chegava um "Loco (essa palavra mesmo) who says 'give me the money'". Moses estava feliz porque havia comprado mais um automóvel. Isso que o dele já era extremamente incrível. Encerrava-se ali mais um grande dia.