domingo, 27 de setembro de 2009

August 17th - Discovery Cove - Parte II

Chegando o horário, vou à Starfish Cabana para as recomendações de segurança durante a interação. Falo para uma das moças se havia a possibilidade de uma treinadora brasileira acompanhar o grupo. Ela diz que tentará. Nisso, ela me entrega um contrato, no qual eu assumia todos os riscos possíveis durante a interação. Estava escrito que os golfinhos poderiam morder e que havia risco de afogamento, já que a água era bem profunda. O cenário era de dar medo. Por alguns segundos, cheguei a pensar se valia a pena assinar aquele termo. Porra. O que eu tou pensando? Esperei 21 anos por este momento. Não perco meu tempo atraindo energias negativas e assino logo.

Elas passam um vídeo, e uma treinadora americana faz as recomendações. Após, era chegada a hora. A Starfish Cabana se divide em três ou quatro grupos, não lembro direito, em direção à Dolphin Lagoon. Passamos pela areia branca, que você só vê em filmes ou fotos, e deixo meu relógio em uma das cadeiras, já que havia risco de machucar os golfinhos. Entro na água friíssima. Há necessidade de um mergulhinho para adaptar-me. A querida família holandesa está no mesmo grupo. E como tudo tinha que dar certo... a treinadora era brasileira: Lucy. E Lucy nos apresenta a golfinha Maria.

Maria é extremamente linda. Tem seis anos. Nada em frente ao grupo, para que todos possam tocá-la. Lucy nos dá algumas instruções. Pede para nós pularmos. Maria dá um salto bem mais alto. Pede para que todos assustem Maria com um grito de "Shark!". Eu não tive condições de fazer isso com ela, mas acontece algo bem legal. Maria "grita" de susto. Quando Lucy pede desculpas e diz que se tratava de uma brincadeira, Maria joga água nela.

Lucy segue com algumas indicações, mas eu não lembro de todas. Pede para formar uma fila para o contato exclusivo com Maria. Primeiramente, o beijo. Lucy pede para estendermos as mãos, em formato de concha, que Maria poria sua cabeça sobre elas. Aí, daríamos um beijo em seu "queixo". Todos deram. Com a exceção do último. Eu, é claro. Acho que me apaixonei. Fecho os olhos e dou um "lipstick", como repetia Lucy. Após, mais uma foto abrançando-a.

Mais algumas informações e chega a hora do nado. Lucy explica que o nível da parte onde iríamos esperar Maria era bem profunda. Vou no terceiro e último trio. A querida família foi antes e comentamos a respeito. Cansa nadar até lá. É uma certa distância. Depois, é necessário manter-se. Pergunto para a treinadora que ali estava se a água era realmente funda e ela confirma. Peço para ser o segundo, porque não aguentava mais. Maria chega e nadamos por alguns mágicos segundos, de volta à parte rasa. Agradeço-a com um afago e sorrio para os holandeses. Alimento Maria com um peixe.

Após, o Grand Finale. Lucy pede para gritarmos "Go, Dolphins!". Maria se afasta do grupo, assim como todos os outros golfinhos. Todos reaparecem juntos voando. Espetáculo. Maria volta para nosso grupo para se despedir. Lucy pede para darmos tchau para Maria, que joga água na cara de cada um com sua cauda. Momentos para não esquecer. Os melhores de minha vida.

Sem ainda acreditar no que acabara de acontecer, pego meu relógio e vou até os armários para retirar meu kit, para voltar à "praia". Consigo um ótimo lugar em frente à Resort Pool. Fico um pouco deitado, admirando o paraíso em que estou, abençoado por um brilhante sol. Mando mensagens para o Brasil, dizendo o lugar em estou e perguntando se eles estavam tão bem quanto eu. Não estavam. Azar o deles. Eu tinha que aproveitar.

Pego o snorkel, a máscara e, claro, a câmera e decido começar a mergulhar no Tropical River. Tiro algumas fotos debaixo d'água em uma gruta e conto com a colaboração dos americanos para que tirassem também. Iniciando o mergulho, sou barrado. A lifeguard diz que eu precisava da vest. Volto correndo para pegá-la. Meu acesso é liberado. Funciona assim: você percorre um circuito oval. A água é quente. Em sua maioria, a água é funda; mas há alguns pontos rasos, ou com pedras, onde você pode aproveitar para respirar um pouco e admirar o local.

É uma brincadeira que cansa um bocado. Volto para minha cadeira para aproveitar o sol. Aproveito para comer uns snacks e tomar algo. Queria aproveitar que tudo era free para tomar algo com álcool. Mas decidi que não. Fico com uma Sprite mesmo.

sábado, 26 de setembro de 2009

August 17th - Discovery Cove - Parte I

Hoje ainda é noite. Acordo com a mãe ligando. Ainda bem que combinamos isso, já que os malditos no hotel não ligaram como eu tinha pedido.Eram alguns minutos passados das quatro. Eu recém tinha ido dormir, mas já tinha que acordar. Como tudo na viagem tinha que dar certo (e dava) eu acordei sem nenhuma indisposição. Tomo um banho dormindo, faço minha mala e saio do quarto. É noite mesmo.

Da entrada do salão, vejo uma van, mas não sei por que acho que não era a minha e vou pro café. Tomo dois sucos de laranja. Saio e a van continua lá. Falo com o motorista e ele diz que ia para o Discovery Cove. Bom, era ele mesmo. Era um cara legal. Mas me deu uma notícia que eu não queria ouvir. Há alguns minutos, havia presenciado o lançamento de um foguete dali mesmo. Droga. Alguns minutos mais cedo, e eu teria visto também!

Chego no Discovery, mas ele ainda está fechado. Sou o terceiro a chegar. Já esperava um casal de senhores. Aproveito para tirar algumas fotos do bonito amanhecer americano. Acho que meia hora depois os portões se abrem para mim. Dou de cara num lindo hall, com funcionários atenciosos. Apresento meu voucher a uma das atendentes, que produz meu crachá de identificação, com o horário da "dolphin interaction". Apresentar-se às 9h30AM na Starfish Cabana.

Saio do hall para entrar em um dos setores do parque. Mais uma moça aguardava, segurando até a abertura (final) do parque. Ela mostra o mapa desenhado em uma pedra. Pergunto se havia outro, porque não parecia fácil localizar-se por lá. Mas ela me diz que era. OK. Mais alguns minutos e a entrada é liberada. No caminho, mais duas "interceptações". Uma pausa para uma foto e uma senhora que dá algumas indicações. Digo que sou do Brasil e ela diz para (um grupo de) Massachusetts say hello to Brazil.

Dali, a senhora indica o lugar onde deveríamos ir para pegar o material de mergulho, a roupa e um protetor solar especial. É proibido o uso de protetores solares convencionais, pois podem afetar os animais. Aí eles entregam um meio diferente. Mesmo espalhando durante um bom tempo, a pele ainda fica toda branca. Bem turista mesmo.

Bom, na hora de escolher o roupa, o homem oferece "vest or wetsuit". Como sabia que a água era bem fria, decido pelo traje completo. Me visto e guardo meus pertences no armário. Mas vejo que somente eu estava de wetsuit. Peço para trocar. E mais fiasco... O menor tamanho masculino ficou muito grande em mim. Logo... É, eles pegam uma vest feminina. Só que o tamanho mais próximo ficou muito curto. Fico extremamente gay de sunga vermelha e roupa deixando a barriga de fora. O jeito é deixar o zipper aberto.

Ainda falta um tempinho até o horário que eu devo me apresentar em Starfish Cabana. No caminho, uma simpática família me chama. Como tudo tem que ocorrer perfeitamente, certamente eles são uma família que viram que eu estava sozinho e decidem me fazer companhia. Perguntam sobre meu horário. Eles dizem que são no mesmo. Pergunto sobre a cabana deles. E também era a mesma. Eles eram holandeses. Não lembro por que, mas nos desencontramos.

Drops

Dois breves comentários:

Esqueci de falar. No aeroporto de Miami, já passei vergonha. Tinha trocado uns migalhos em Guarulhos, mas sobraram dois reais. Passando por um câmbio, perguntei para a moça: "Do you buy the brazilian currency?" e mostro minha humilde nota. "Too small", responde a americana.

E como estamos na Disney, lugar das princesas, penso ter encontrado a princesa encantada. Em POA.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

August 16th - Islands of Adventure - Parte II


A apresentação termina, mais ou menos, às 15h, eu acho. Minha barriga já está reclamando. Pego o mapa para saber como chegaria na Pizza Predattoria, em Jurassic Park. A partir dali, eu desistia de comer em restaurantes, o que me levaria à falência antecipada. Agora, só quick service. Lá, descubro que eles não trabalham com half __ and half __. Então, o jeito é uma pepperoni pizza. Ah. E lá também não há alguém que tire os pratos da mesa, como aqui. Isso cabe a cada consumidor. Deu pra identificar alguns brasileiros assim...

Mesmo depois de comer (e levar minhas coisas), fico um bom tempo por lá. Descansando e olhando o mapa. Vou para Poseidon's Fury, um lindo espetáculo com água, luzes e som. Saio andando e chego a Seuss Landing, a ilha infantil do parque. Cada um tem a sua. Perdi meu tempo em The Cat In The Hat.


Ou havia ganho tempo para criar coragem. Afinal, o Islands têm duas montanhas-russas bem famosinhas. A Hulk (que eu já havia decidido que não iria, pff) e a Dueling Dragons. Penso muito. Volto ao Lost Continent, ilha da roller coaster. Na verdade, são duas em uma. São dois carros que saem juntos, mas percorrem caminhos diferentes. Em alguns pontos se encontram e, de tão próximos, parecem que vão bater.

No mapa vejo que a Ice, diferente da Fire, não tinha uma subida. Como acho que já disse, não gosto de subidas. Então, se fosse, iria na Ice. Fico parado em frente à entrada, observando. Vejo que muitas crianças estavam indo. Crianças sempre me davam coragem. Decido ir. Deixo minha mochila em um locker e sigo meu destino. Esqueço de recolocar os tênis e acabo indo de chinelos mesmo. Vão na mão. Apesar do receio, curti demais. No caminho, vi muitos chinelos e sandálias perdidos.

A hora da saída do shuttle vai se aproximando. Como eu já havia feito tudo o que queria, saio um pouco antes para dar uma volta na City Walk, na Universal mesmo. Foi bom ter saído mais cedo, porque uma mulher inventa de me abordar para uma pesquisa de satisfação. Na maior boa vontade do mundo, aceitei, achando que seria rápido. Que erro. Além de ter sido complicadíssimo entender o sotaque dela, a pesquisa durou mais de 20 minutos. Que absurdo! E ela sem dar um sorriso durante o tempo. Coube até a outro funcionário perguntar where am I from.

Saio e vou passear por City Walk. Vejo uns americanos jogando basquete. Caminho. Tiro algumas fotos em frente a Hard Rock. Admiro o lugar e penso como foi bom meu roteiro. A cada dia, lugares melhores (com a exceção da Universal, é verdade). Desta vez, com a schedule dos shuttles à mão, não encontro problemas para achar o ponto.

À noite irei novamente ao Premium comprar mais algumas coisas e trocar a bermuda do Tom. O pessoal do hotel novamente não aceita ligar para o Mohammad e chama um senhor. Não era uma pessoa para formar amizade. Não conversamos quase nada, mas parecia uma pessoa confiável. Ele me deixa na GAP, pergunta se gostaria que me buscasse e combinamos um horário.

Na GAP, me espanto muito com os preços baixos. Vou à Nike e, depois de ligar 300 vezes pro mano, compro um tênis para ele. Saio para a Oakley, onde trocaria a bermuda. Trocaria. Não me dei conta que era domingo. E, no domingo, o Outlet fecha bem mais cedo... Puto da cara, ligo para o senhor me buscar. Uma coisa boa foi que ele me ensinou a ligar a partir do meu celular: discar o 0 antes do número.

Como voltei bem cedo ao hotel, tipo 22h, decidi jantar. Caminho até a Cici's Pizza para comer um rodízio americano. Do Brasil, vi muitos comentários positivos sobre o restaurante. O lugar é simples. Me senti na novela América. Os funcionários são bem atenciosos. O refri é refil e a pizza é comível. Não sei se me excedi ou se não me adaptei aos temperos ianques, mas não passei muito bem. À noite, me dói a barriga. E eu não posso ficar mal. Amanhã é dia de Discovery Cove. Esperei tanto por nadar com os golfinhos. Não pode dar errado. Durmo por volta da 1h e tenho que acordar pouco depois das 4h, porque o shuttle sai às 5h55. Não vai dar errado!

domingo, 20 de setembro de 2009

August 16th - Islands of Adventure - Parte I

16 de agosto. Hoje é o terceiro dia de parques e quarto nos USA. Hoje volto à Universal, mas desta vez para ir ao Islands of Adventure. Faço o procedimento diário: banho, uma certa arrumação no quarto, preparação da mochila, tip. Saio acho que mais de 10 minutos antes do shuttle sair. Mas não há como tomar café da manhã. Uma fila absurda. O jeito é comprar uma garrafa de suco de laranja na lojinha.

Pego o mapa e decido começar pela esquerda, para pegar as principais atrações sem muita fila. Não me apetece ir à roller coaster do Hulk. Então começo pelo Spider-Man. Um dos melhores simuladores de Orlando. Você pega os óculos para terceira dimensão e entra em um carrinho que percorre um caminho, por onde encontra os vilões da série. Toma choques, que fazem o carro tremer e um banho de água, quando Hydro-Man atinge Spider-Man.

Sigo o trajeto e encontro Popeye e Bluto's Bilge-Rat Barges. Notei que as pessoas estavam saindo bem molhadas. Tiro os tênis e troco por chinelos. Entro num bote cheio de argentinos. Há uma espécie de bolsa no centro, para que os pertences sejam colocados. Desta vez, coloquei a pochete junto. Saio de lá encharcado.
Pego o mapa e vejo que ainda havia uma atração
que molhava. Dudley Do-Right's Ripsaw Falls. Ando, procurando-a e, de repente, estou adentrando a ilha de Jurassic Park. Ops, passei. Volto e não acho. Acho um ponto de referência no mapa, vou até ele e encontro. Há fila para single riders. Pergunto onde deixaria minha mochila e me respondem que ela vai comigo. É uma queda como Journey to Atlantis e Splash Mountain. Acho que saí mais molhado que a do Popeye.

Agora sim, posso ir a Jurassic Park. Para em frente à entrada, igual à do filme, para esperar que um americano de boa vontade olhasse, e eu pedisse para tirar uma foto. É um dos únicos lados ruins de viajar sozinho. Ando mais um pouco e, novamente, um bom lugar para tirar foto: um dos carros de passeio à frente de um T-Rex. Espero um pouco e vejo a menina mais linda do mundo: pequeninha, sensível, morena, olhos tão claros que eram cinzas. Era para ela que eu pediria uma foto. Me apaixonei.

A ilha é bem grande, o que se torna confuso, mesmo com mapa. Decido não seguir o fluxo e chego num lugar onde não queria. Além de me atrasar para a atração principal, perco a chance de ir no mesmo barco da linda mocinha! Shit. Ando mais um pouco e vejo umas pessoas voando acima de mim. Era Pteranodon Flyers. Só não pude entrar porque tinha altura máxima. Double shit.

Desiludido, chego na Jurassic Park River Adventure, a atração principal. A fila é grandinha, mas é rápida. Dou show na entrada. Diferente de outros brinquedos, este não diz quantas pessoas cabem em cada "linha". Eu espero as pessoas à minha frente entrarem, para saber se daria. Deu. Só que nessa a catraca fecha e eu fico preso nela. Hahahahaha. Eles abrem. Eu entro no bote com dificuldades, porque a barra de segurança já estava meio fechada. Recordações de viagem. O percurso é bem massa. Ouvindo a musiquinha do filme, você entra no "Jurassic Park" e encontra dinossauros muito reais pelo caminho. Depois sobe um trilho, encontra o T-Rex e cai livremente (acho que é essa a ação para queda livre), com bastante água novamente.

Entro no Discovery Center, museu igual ao do filme, com um esqueleto de T-Rex também igual. Lembro que a mãe ligou enquanto eu estava lá. Sigo para The Lost Continent, outra ilha da aventura. Vejo uma fonte com uma estátua que fala com as pessoas. Naquela máxima de estar no lugar certo, na hora certa, chego pouco antes da apresentação de The Eighth Voyage of Sindbad Stunt Show.

Já continuo.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

August 15th - Universal Studios Parte II

Sigo para o Jaws. Em minha primeira viagem a Orlando, relutei muito em ir, porque não queria morrer com o tubarão derrubando o barco. Desta vez, fui mais corajoso para encarar a fila de mais de uma hora. A atração continua igualzinha a 1996. Podiam ter investido mais. Os tubarões, a narração. Tudo igual. Mas foi bonito mesmo assim.

Eu não consigo lembrar direito o exato momento em que fui à roller coaster Revenge of the Mummy, que substituiu o King Kong. Acredito que tenha sido depois do Jaws mesmo. Nessa, há fila para single riders. Muito rápido mesmo. Essa montanha russa é muito massa. No início, você percorre alguns dos cenários dos filmes. Há um fogo tão intenso, que você sente que está se queimando. O percurso dela é todo feito no escuro. Aproveitei o recurso de single ride, e decidi ir outra vez.

Sentei em uma mesinha para descansar e olhar o mapa do parque para procurar algum restaurante. Nisso, vem uma rajada de vento com tanta força que rasga meu mapa, levando-a ao laguinho. Começa a pingar. Eu decido ficar ali mesmo. É só uma chuvinha... Um minuto depois começa a tradicional tempestade da Flórida. Muita água e muitos trovões. Me encharquei ali já. Corri para buscar abrigo, mas todos estavam ocupados. Nessas corridas, vi uma mulher desabando bem feio. Ensopado, consigo lugar em frente a um restaurante. Converso com uma senhora. Pelo seu sotaque perguntei-a se vinha da França. "Iceland", responde. Pedi uma foto de recordação da chuva.

Falando em mapa, um detalhe engraçado. O mapa em inglês foi traduzido na internet, o que provoca frases bizarras como "Swoop, soar e despedaça sua maneira com Krustyland nesta toda a aventura nova que starring a família animated favorito do mundo". Custava contratar um intérprete e não passar por esse fiasco? Isso é algo que não se vê na Disney.

Uns 20 minutos depois, a chuva para e o sol volta a brilhar. O parque, que parecia vazio, transborda de gente novamente. Almoço no Lombard's Seafood Grille. O garçom me dá um prato minúsulo, que não suportava sequer os talheres. Peço outro. Na saída, mais confusão. É hábito lá deixar tips também em restaurantes. Então dou um valor mais alto que a conta com as tips, para receber uma nota inteira de troco. O cara não entende nada e eu fico meia hora explicando para ele.

Sigo para Disaster, onde pego mais uma fila de uma hora, mais ou menos. É uma atração bem divertida. O apresentador chama alguns participantes para fazerem parte de um ensaio. Dirige algumas ações, e seguimos para o trem, onde assistimos às filmagens, já editadas com os efeitos construídos. No percurso, alguns disasters. Enchentes, um caminhão desaba, fogo, vento...


Continuo minha caminhada e, naquela máxima de sempre estar no lugar certo, na hora certa, chego alguns minutos antes da apresentação de Beetlejuice's Graveyard Revue, um musical estrelado pelos monstros do filme. Enquanto o show não começava, um senhor muito legal animava o público cantando com sua bengala e distribuindo brindes às crianças. A plateia acompanhava junto todas as músicas, principalmente I love Rock 'n' Roll. Durante o espetáculo, havia tradução simultânea para pessoas com problemas de audição. Ao notar, Beetlejuice começa a repetir diahreea, para risos dos fãs.


O tempo vai passando rapidamente. Falta pouco mais de duas horas para a saída do shuttle. Como não sabia o esquema da volta direito, sairia do parque meia hora antes do shuttle. Sigo para o Twister, uma atração que simula os efeitos de um tornado. Vacas voam, assim como no filme, enquanto você sente a ventania.

Para finalizar o parque, o Shrek 4-D. Novamente uma fila de mais de uma hora, o que acaba desgastando muito. Mas sempre vale a pena. Vejo que a fila para a nova roller coaster, a Hollywood Rip Ride Rockit tinha algumas centenas de pessoas. Um absurdo. Tenho a impressão de que ela havia sido recém aberta, pois, quando a vi no início, os carrinhos faziam o percurso vazios. Infelizmente, não haveria tempo para andar nela.

Novamente a história do tempo. Saio exatamente no horário que eu previa. Finalmente consigo tirar a foto frente ao globo da Universal. Faço o caminho de volta, mas, inicialmente me perco. Ao me situar, vejo um monte de paradas dos ônibus. Algumas apresentavam placas com os hotéis. Nenhum era o meu. Por sorte, avisto uma família que me recordava ter ido conosco. Espero ali e, com certo atraso, o shuttle aparece.

Sinceramente, esperava mais de Universal Studios. Na programação para a viagem, cheguei a pô-lo no último dia "para deixar o melhor por último". Ainda bem que eu não fiz isso. Foi bem legal, mas poderia ter sido bem mais.

Volto para o hotel, troco de roupa e rumaria ao Premium Outlet. Não consigo ligar para o Mohammad do quarto. Peço para a recepção, e eles me dizem que não poderiam ligar. Mas me colocam com outro motorista, que não era táxi. Tive bastante sorte.

Era um cara jovem. Oz, seu nome. Eu pergunto de onde ele era. "Racha". Hein?? E ele repete "Racha". Ao ver que eu não entendia, ele explica. "Man, don't you know? The biggest country in the world!" "Ohhh, Rãshia!", pronuncio. "How do you say in Brazil?" "RÚS-SIA". Ele estava ouvindo techno, perguntou se eu gostava, e eu dizia que não era meu som preferido. Digo que gosto de rock e rap. De rock ele não gostava, mas pegou seu iPod para mostrar o rap que ele curtia. Se esforçou muito para me convencer que East Coast tinha melhores rappers que West. Pergunto se ele gostava de 2Pac, o que eu acreditava ser uma unanimidade. Ele fala que até ouvia, mas enjoa porque não tem beats, somente um cara gritando. Não consigo me lembrar a palavra que ele me ensinou. Era um sinônimo de boring. Droga. Eu digo a ele que estava tentando aprender a american language. Oz aproveita para me ensinar algumas cuss words. Fala em "get laid" e "kicking ass". Quando ele falou que se interessava em ir ao Brazil, digo que no Carnaval do Rio de Janeiro ele teria grandes chances para "get laid". Conseguimos desenvolver uma conversa muito legal, também. Ele me dá seu número, mas cobrou U$ 15. Como o Mohammad me disse que cobraria U$ 10 para ir ao Premium, amigos amigos, negócios à parte. Foi ótimo conhecer Oz e gostaria de reencontrá-lo em outra ida, mas agora é hora de economizar.

No Premium, "perco" bastante tempo na Oakley. Os preços estão ótimos, e compro coisas pra toda a família. Em outra loja, compro meus óculos. E na Nike, um tênis. Volto de táxi com Moses, o primeiro taxista americano. Outro cara bem legal. Pergunto se era seguro ser taxista lá e ele me responde que só trabalhava com turistas. Senão chegava um "Loco (essa palavra mesmo) who says 'give me the money'". Moses estava feliz porque havia comprado mais um automóvel. Isso que o dele já era extremamente incrível. Encerrava-se ali mais um grande dia.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

August 15th - Univeral Studios Parte I

Hoje é o terceiro dia nos Estados Unidos. Acordo um pouco mais cedo que ontem, para conseguir pegar o primeiro shuttle para a Universal. Novamente, os mesmos procedimentos de ontem: uma enrolada na cama, banho, arrumar a mochila, e deixar tip para a camareira.

Consigo sair no horário. O café da manhã tem uma fila gigantesca. Não tem como parar. Muitas pessoas já aguardavam o shuttle no lado de fora. Saio e decido por comprar algo na Universal Studios, mesmo. Quando o shuttle chega, faço a pergunta tracional: "Are you going to Universal? Não. Ele ia para o Sea World. Mas ao ver que muita gente que estava esperando iria para Universal, o driver juntou todos.

Chegando em Universal, o motorista nos deixa no estacionamento. Sigo o fluxo. Subo as escadas rolantes, e passo por duas esteiras. Entro na fila dos visitantes que estão com mochilas, para inspeção. Muita gente entrando. Uma coisa que não sabia: o caminho para Universal Studios e Islands of Adventure por muito tempo é o mesmo. E está completamente lotado. Pelo menos, vejo que a maioria segue em direção ao Islands.

Tiro a tradicional foto frente ao globo. Na verdade, a mulher acabou gravando um vídeo. Já tinha ido com os ingressos, então não perco tempo na bilheteria. Entro e pego dois mapas: um em português e o outro em inglês. O mapa em inglês está atualizado com os horários de atrações e shows que ocorrerão.

Decido começar a explorar o lugar pela direita. Começo no Terminator. A apresentação só começava às 10h30AM, e eu havia chegado antes das 10. Espero, enquanto uma longa fila se forma atrás. Bom, cheguei na hora certa, então. Uma atração com muita tecnlogia, com a participação do Schwarzenegger.

Saio e vou direto ao ET. Novamente, não pego muita fila. Digo meu nome na entrada para o funcionário: FE-LI-PE. Lá, passei a me chamar de Felipe mesmo, não FILIPI. Falo o "just me" para outra funcionária, que me coloca na primeiro carrinho, junto a um casal de americanos. O cara me pergunta de onde eu era. Quando eu digo que vim do Brasil, ele mostra todo o conhecimento que tem sobre nosso país: "samba, carnaval". Ele estava certo. No final, o ET se despede dos visitantes falando o nome de cada um.

No caminho, vejo o Scooby-Doo, os Simpsons, e não lembro o nome do cientista do Back to the Future (atração que foi substituída pela Simpsons Ride). Acho que um erro meu. Não paro para tirar foto com nenhum. Agora, vejo o mapa do parque e o Shrek também estava por lá.

Sigo para a Simpson Ride. Agora já pego uma fila bem grandinha. Acho que mais de meia hora. Na fila, umas argentinas. Brasileiros e argentinos são reconhecidos de longe. O simulador está bem melhor que o Back to the Future, o que parecia impossível. Uma espécie de roller coaster.
Para o MIB, existe a fila para single riders, o que torna-se extremamente rápido. Você tem que atirar em tudo que aparece. Meio chato. Na saída, começo a sentir a fome e o calor, e tomo um Nestea.

Continua à noite.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

August 14th - Sea World Parte II


O passeio recomeça. Ando bastante até encontrar a Journey to Atlantis. Paro um pouco para observar e vejo que o brinquedo molha bastante. O esquema era o mesmo da Manta: mochilas nos lockers. Mas, assim como na Manta, permaneci com minha pochete. Fico em uma fila de mais de uma hora em um calor infernal. Minha hora chega. O passeio é muito legal. Algumas molhadas pelo caminho, depois a tradicional queda, onde se molha bastante. "Uau, foi legal!". Me molhei bastante. Segue a ride. Acredito que para ir embora. Mas não. Novas voltas que molham muito, mas muito mais! Saí encharcado. Eu e o dinheiro. Notas coladas umas nas outras.

Já se passam das 3PM e barriga começa a reclamar. Tá na hora de comer. Como já tinha me decidido em Poa, tinha que comer no Sharks Underwater Grill. É um restaurante cuja decoração é uma parede de aquários. Nesses aquários, tubarões. Esqueci de perguntar quais eram. Como só havia eu, não precisei esperar. O restaurante é muito bonito mesmo. Peço um Shark's Mixed Grill. O sistema de bebidas é refil. Não precisava pedir que eles traziam um copo de gelo com Sprite. Alguns pães de entrada. Valeu a pena o investimento.

Faço alguns passeios pelas muitas passagens entre aquários do parque e vou para o Wild Artic. Na entrada do simulador, havia duas opções: motion e no motion. Como havia recém comido, tive de optar pelo no motion. Que horror. Quase dormi durante o filminho. A continuação do brinquedo que é legal. Vi um urso polar, um gigante manatee (não sei como se chama em português) que nadava e se exibia, e outros animais polares.

Ando mais um pouco e deparo com a arena da Shamu. Tive muita sorte que Believe estava para começar. Aliás, essa foi uma das tônicas da viagem. Tudo parece que foi perfeitamente cronometrado. Eu sempre estava na hora certa, no lugar certo. O show é impressionante. É inacreditável como aquelas baleias de não sei quantas toneladas conseguem realizar aqueles voos. A trilha sonora é perfeita. Something far greater e Black and White são emocionantes.

O shuttle para o hotel saía às 7h45PM. Estava próximo ao horário e eu não sabia se voltava ao hotel com o shuttle, ou se pegava o Trolley e ia para o Prime Outlet. Nesse período de indecisão, saio para pensar. Ando e decido ir embora de Trolley mesmo. Passo por uma apresentação onde dois nadadores se mostravam em uma piscina. A moça era linda. Tiro algumas fotos. Antes de sair, entro em uma lojinha e compro uma Shamu de recordação. Ainda tiro uma foto com os flamingos.

Me retiro e, enquanto esperava pelo Trolley Red-North, tiro mais uma conclusão: as americanas são, de longe, as mulheres mais belas do mundo. Todas têm olhos e cabelos claros. Ou são iguais à Shawn Johnson ou à Lindsay Lohan. Paraíso. Me apaixonei milhares de vezes. O Rio Grande do Sul não possui as mulheres mais lindas do mundo. Elas estão na Flórida.

Pego o Trolley quase noite e vou até o Prime, que é a última parada. É muito grande. Vou primeiro na Ralph Lauren, para aproveitar os preços para comprar alguns presentinhos. Passo mais de uma hora e meia lá. Olho todas as roupas. Gostei de um vestido que ficaria muito bem na Bel. Pergunto para um vendedor se ele serviria em uma criança de oito anos. Me responde que aquilo era para crianças de até três anos. Eu tenho certeza que serviria. A Bel tem tamanho de três anos. Saio da loja, já perto do último horário do Trolley de volta. Antes passo na DKNY. Achei o estilo igual ao da Lala. Quando me apresento como brasileiro, a americana solta um "E aí, beleza?", que deve ter aprendido de algum carioca.

Saio correndo para pegar o Trolley. Pergunto em uma van se eles sabiam onde era a parada e eles me indicam o outro lado da rua. Vou para lá. Eu no meio do nada. Na escuridão. Nenhum carro passava, quanto mais o Trolley. Bateu um desespero. Chegam dois jovens, e eu os questiono se eles estavam aguardando. Me aliviei quando disseram que sim. Alguns minutos depois lá estava ele. No caminho, pouquíssima gente entrava. 11PM não há mais movimento por lá. O motorista me pergunta onde eu iria e eu digo que até o Premium, o outro extremo da International Drive.

De lá, pegaria um táxi de volta ao hotel. É uma forma bem econômica. O motorista me deixa no ponto da empresa de táxi. A moça chama um e, para meu azar, era um dos africanos. Eu já havia visto na internet que eles não eram confiáveis. Quem me garante que o cara não poderia me sequestrar? Eu não conhecia nada do caminho. Perguntei quanto daria a corrida e ele: "twelve dollar" (assim mesmo). Depois ainda repete, porque acha que eu não havia entendido. O preço era o estipulado mesmo. Menos mal. Foram as únicas palavras que trocamos no percurso.
Chego muito cansado, em segurança e tarde no hotel. Queria comer alguma coisa, mas o restaurante do hotel já estava fechado. Passo na lojinha e compro um pacote de bolachas Oreo e um copo de Sprite.

Estava terminando ali um grande dia.

August 14th. Sea World parte I

Hoje é dia de Sea World. Acordo, dou aqueles 5, 10 minutinhos e vou para o banho. Quando saio, vejo que o quarto está bem bagunçado. Pacotes de presente, a caixa do computador a algumas roupas. Decido arrumar tudo antes de sair. E ainda tenho que arrumar minha mochila para o parque. Chinelo, tênis, voucher, roupas reservas, dinheiro, cópia do passaporte, câmera e duas garrafas de água. Antes, ainda tem a primeira tip para as camareiras do hotel. Pesquisei que, para o quarto ser bem limpo, é necessário um agradinho. O shuttle sai do hotel às 9h40.

Desço do quarto e vou para o hall. Lembro que tenho que reservar o transporte com a Mears para o Discovery Cove. Demoro um tempinho para ser atendido para os queridos dizerem que não podem fazer essa ligação para mim. Por via das dúvidas, perguntei para um deles se o shuttle para o Sea World já estava no hotel. O moço me aponta para fora e diz que ele está saindo. Saio correndo do hotel e vejo dois shuttles. Um saindo. Minha esperança é o outro. "Good morning. Is this the shuttle to Sea World?" "Universal".

Não acredito. Logo no primeiro dia, perdi o shuttle por segundos. É muito azar. O jeito é esperar até o próximo: 11h45. Desolado, volto para o quarto. Ligo o notebook e converso com a mãe. Ela, meio braba, me manda pegar um táxi. Eu falo que o táxi para o parque custaria U$ 30, e achava melhor esperar pelo shuttle.

O tempo demora a passar. Mas a hora chega. Primeiro parque em Orlando: Sea World. O motorista nos deixa no estacionamento do parque e dou mais uma tip pelo bom serviço. Caminhando até a entrada, percebo uma espécie de buraco entra os arbustos. E não acreditei no que vi! Duas Shamus! Me achei o cara mais esperto do dia. Fiquei ali uns dois minutos e até tirei foto. Comecei o dia bem.

Me encaminhei até a bilheteria para retirar o ticket. Apresentei o voucher do Discovery Cove, que dava direito a uma entrada no Sea World. Me pediram o passaporte para confirmar se eu era o sortudo Felipe Rodrigues. Estava apto a entrar. Estava espantado como aquele lugar é lindo. Olhava para todos cantos. Encontro aquele tanque onde eu havia visto as Shamus. Ainda havia mais alguns leões marinhos. Que lindo! Eu fiquei parado observando, depois de posar para uma foto. Fiquei minutos. Estranho. Nenhum dos animais se movia. Aí eu penso: "O espertão achou que tava mandando bem, mas são estátuas". Hahahahaha. Que começo!

Vou passeando para saber onde pode começar a diversão. O parque é imenso e eu não havia pegado o mapa. Acho uma movimentação grande de pessoas. Vou dar uma espiada. Era a Dolphin Nursery, uma piscina onde lindos golfinhos nadavam magicamente. Fiquei um bom tempo ali e consegui tirar bonitas fotos. Era o meu primeiro contato com golfinhos. Estava alegre porque sabia que, daqui a alguns dias, eu estaria mais próximo ainda.

Sigo e encontro placas que direcionavam à nova montanha russa: a Manta. Confesso que tenho um certo medo. O percurso pode ser bem radical. É até melhor. Mas tenho um grande problema com subidas. É hora de encarar. Tenho que deixar a mochila nos lockers e dar dois quarters. A entrada não poderia ser mais linda: durante a fila, vários aquários (não como aquele que você tem em casa; aquário de alguns metros), cada um mais bonito que o outro. Peixes fantásticos, coloridos e muitas arraias.

Ouço uma expressão que ouviria bastante durante a viagem: "How Many?" À primeira vez, não entendi. E larguei um "sorry". Ela repete. Ah, ela queria saber quantas pessoas estavam comigo. "Just me". Ela me indica a fila da direita. A fila para as pessoas desacompanhadas. Enquanto a da esquerda ocupava a escada inteira, na da direita eu pude subi-las tranquilamente. Espero um pouco e me indicam o número do carrinho que eu entraria. Sento no meu assento, a proteção desce e a surpresa: ele se movimenta 90 graus, ficando horizontalmente. Assim como uma arraia.

Realmente, a subida não foi nada boa. A altura é impressionante e a velocidade não poderia ser mais baixa. E eu olhando para baixo. Vendo tudo aquilo ficando cada vez mais distante. Belos ingredientes. Mas foi por pouco tempo. A ride começa e é delirantes, com grande velocidade, loopings, inversões. Passa pelo parque, chega perto das pessoas e passa planando na água. Impressionante. Uma pena que o tempo passe tão rápido. Saio e decido ir outra vez diretamente. Lá em cima, o operator me indica "number 1". Eu vou. Chamo ele, converso e peço another one. Ele brinca comigo, diz que eu tinha que ficar e me manda a outro carrinho. Ufa. Melhor assim. Mais um lindo passeio. No final, eu compro a foto. Muito legal. "Awesome", como eu veria que é a palavra mais usada pelos americanos.

Por enquanto é isso. À noite, depois da aula, eu continuo o passeio pelo parque da Shamu.

domingo, 13 de setembro de 2009

August 13th - Início de compras

O shuttle chega e rumamos ao mall. O simpático motorista comenta comigo. "You have the discounts!". Haviam me entregue um livrinho com os descontos, no hotel. Eu respondo, sempre tentando mostrar simpatia: "Yeah! Let's spend some money!". No caminho, vejo um lindo painel. "Welcome to Walt Disney World Resort". De um lado, o Mickey. De outro, a Minnie.

Depois de passar em outros hotéis para pegar mais gente, chegamos ao destino. Deixo um merecido dollar de tip e recebo ouço um elogio: "I have a nice boy!". Vou ao Guest Relations e pergunto como chegava no Wal-Mart. Em Porto Alegre, descobri que havia um próximo. Vou lá. O caminho é horrível. É uma estrada. Não há calçada. Um calor muito forte. Eu era a única pessoa caminhando lá. Outra descoberta. Os americanos não são muito adeptos de caminhar. Devia estar escrito na minha cara: Immigrant.

Depois de uns bons 20 minutos, eu chego no Wal-Mart. Um lugar gigantesco. E bem simples. Bastante bagunçado, bem povão. Ouço muita gente falando espanhol, o que nunca achava bom e procurava evitar. Fico mais de uma hora lá andando sem rumo. O lugar tem tanta coisa, mais tanta coisa, que, ao mesmo tempo, não tem nada. Acabo comprando só um pacote com 12 garrafas, 1,5 litro, da Nestlé. Pouco mais de U$ 4.

O caminho de volta é ainda pior. A sacola começava a rasgar pelo pesado pacote. Parecia não chegar nunca. O calor era insuportável. Eu pingava. Quando cheguei novamente no LBVFS, não tinha mais energia para conhecer as lojas. Sentei num banquinho e fiquei ali até o horário de volta do shuttle para o hotel. Pingando mesmo. Passava a mão na cara e minha mão brilhava. E eu com uma sacola rasgada do Wal-Mart. No horário, o motorista aparece e ironiza. Algo como "You've been to Wal-Mart. You're smart". Um smart que eu entendi como meio negativo. No caminho, o tempo muda completamente. Surge um temporal. Mais uma descoberta: assim é o clima do estado nesta época. Muito sol e calor, com um curto mas forte temporal. Voltamos ao hotel.

Como já passava das 4PM, pude, enfim, fazer o check in. Recolhi minhas malas e, a pé, fui procurar o bloco onde ficava meu quarto. Chego e me deparo com uma boa surpresa: o quarto tinha duas camas de casal. Espaço de sobra. Tomo um banho e espero o temporal diminuir para iniciar algumas compras. Best Buy e Florida Mall.

Na recepção do hotel, peço um táxi para o Florida Mall. Eles me advertem que a round trip custaria uns U$ 60. Nossa. Mas era preciso. Torci para um taxista confiável. Nunca se sabe o que pode acontecer num lugar totalmente estranho. Mas tive muita sorte. Se apresenta Mohammad, um marroquino extremamente gente fina. Conseguimos desenvolver uma conversa bem legal.

Eu digo a ele que iria no Florida Mall e na Best Buy. Ele se oferece a buscar-me e eu prontamente aceito. Peço para ele me largar na Best Buy. Queria comprar um notebook. Ele fala que me pegaria na "Main Entrace" do Florida Mall. Saio do táxi e entro na BB. Lá de dentro, ouço uma buzina. Era "my friend", como ele já se referia a mim. Ele me chama. Diz que estava com medo que eu me perdesse e disse que me mostraria a entrada principal do Shopping, onde ele me buscaria. Isso gratuitamente. No caminho, Mohammad me aconselha que seria melhor eu começar no Florida Mall e eu concordei com ele. Assim, ele me pegaria na BB.

Foi bem corrido meu passeio no Florida Mall. Compro uns perfumes, um moletom pro mano e um Woody (que faria companhia ao Buzz que eu havia comprado na primeira viagem à Disney, mas que havia sido pego pelo meu querido irmão). Não tive tempo de conhecer muito. Só corria. O lugar era imenso. Me perdi algumas vezes. Terminado o passeio, era hora de ir à Best Buy. Ela fica muito perto do Shopping. Apenas uma praça os separa. Mas é um lugar escuro. Então o táxi é necessário. Mohammad havia me dito que o táxi custaria U$ 5 dollars.

Saí para a Main Entrance e encontrei o que defini como uma "máfia" de taxistas africanos. Falei com um deles. Ele riu e queria me cobrar uma fortuna para atravessar a rua. U$ 15!! Achei um absurdo e neguei. Ele chamou uns "colegas" e começaram a falar num dialeto. Impossível entender. Eu senti medo e entrei novamente no Shopping. Atravessei-o todo para ver se havia outro lugar onde eu poderia achar um táxi. Tive muita sorte em encontrar um solitário por ali. Mr. Fred me levou em segurança, e pelo preço correto, à Best Buy.

Chegando lá, me dirijo à seção dos computadores. Vejo muitos brasileiros e um vendedor brasileiro. Como ele estava muito ocupado com eles, peço ajuda a outro mesmo. Nisso, encontro o Mohammad. "My friend" já me esperava. Que cara impressionante. Compro este notebook por incríveis U$ 320.

Volto com meu mais novo amigo. Ele me deixa seu cartão. Certamente, eu iria ligar para ele. Confiança é tudo. Mohammad havia conquistado minha total confiança.

August 13th - Chegada nos USA

Hoje é dia 13 de setembro (tá, eu sei que já passou da meia-noite, mas ainda era dia 13, quando a história começou). Me lembrei durante o banho. "Há um mês, eu chegava nos USA". Me lembro como se fosse hoje daquele 13 de agosto. Por isso, decidi lembrá-lo no twitter. A partir daí, pensei em reviver o blog. Vamos lá!

Não lembro a exata hora em que cheguei em Miami. Talvez umas 10AM, por aí. Me dirijo logo à Imigração. Sou entrevistado por um sujeito careca. De longe, senti um pouco de medo. Cara de mal. Ele me chama. Olho para o crachá dele e vejo "García", o que me deixou um pouco aliviado. Educadamente, dou um "good morning". Ele começa a falar comigo em espanhol mesmo. E eu respondia em português mesmo. Ele me concede permanência até 26 de fevereiro em território americano. Eu me despeço com um "gracias".

Vou ao baggage claim e espero por longo tempo pelas minhas malas. Na verdade uma vazia dentro da outra. Demora tanto que cheguei a pensar que teria problemas... Mas elas aparecem. É necessário pegá-las para caso seja necessária inspeção. Eu acho. Pego-as e vou ao bathroom. Me dirijo à saída. O responsável pergunta uma série de coisas a respeito do que eu carregava. Não entendi metade, mas, como deveriam ser coisas ruins, respondia sempre com "no". Quando ele ria, eu ria também. Sem entender muita coisa. Ele me libera e eu piso, legalmente, em solo americano.

Minha primeira impressão é de muita, mas muita gente mesmo falando espanhol. Mexicanos de certo. Isso me deu um pouco de receio. Como a Gripe A iniciou lá, tinha um certo temor. Deixo minhas malas no lugar onde enviavam as malas a Orlando e me dirijo à sala de embarque. Lá é necessário até tirar os tênis, para passar pelo detector de metais e pô-los nas cestinhas do raio-x, para adentrar no salão de embarque.

A viagem é curta. O avião não sobe muito. Consigo apreciar a paisagem durante o percurso. Percebo que praticamente todas as casas possuem uma piscina. O calor da Flórida requer mesmo. Chego no MCO (o Aeroporto de Orlando) e saio num grande salão. Estranho, mas sigo o fluxo e as placas, em direção ao baggage claim. Uma longa caminhada até o trenzinho (ou será que o trenzinho foi em Miami?). Durante o caminho no salão, tenho a primeira noção de que estou no território mágico. Vejo as lojas da Disney, Universal e Sea World. Desço as escadas e chego nas esteiras. As malas não custam a aparecer. Retiro-as e me dirijo ao guichê da Mears Transportation, para retirar meus tickets dos shuttles comprados.

O atendente me auxilia na retirada e me indica onde eu deveria ir. Sigo até lá e chego no ponto da Mears, fora do aeroporto A funcionária me entrega um disco que me avisaria quando o meu shuttle estivesse lá. Não era de meu interesse ficar passeando enquanto isso, então permaneci ali. Suando naquele calor, de camisa e calça. Peço para uma senhora to take the first picture of my trip (essa aí). Chegam muitos shuttles, eu perguntava se aquele seria o meu, mas nunca era.

Chega mais um, e meu disco começa a vibrar. Uau! Aquilo funciona! Genial! Desce do shuttle um motorista grandão, gel no cabelo, ray-ban. Bem figurona. Nome: Guillermo Rodriguez. No caminho até o hotel, pergunto a ele se ele speaks spanish. Com todos esses ítens, não havia dúvidas de que eu entrara em contato com o primeiro não-americano da viagem. E ele me aplica um "no, no", não sei em que língua. But OK. I decided to speak in english what I had to know.

Cheguei no Comfort Inn Lake Buena Vista e deixo a primeira tip da viagem. Vou ao check in e sou informado que só poderia entrar no quarto às 4PM. A moça me indica uma salinha, onde eu poderia deixar as malas. Aproveito para me trocar ali. Pus chinelos e uma bermuda. Tirei, óbvio, a camisa, e fiquei com a camiseta. Enfim, tudo para já me sentir no verão da Flórida. Decido ir ao Lake Buena Vista Factory Stores e ao Wal-Mart.

Enquanto esperava a chegada do shuttle, vou até o laguinho do hotel para matar um tempo. Avisto uma engraçada plaquinha. "Do not feed the alligators". Me arrependo de ter esquecido de tirar uma foto dela. Cada vez mais me sentia na Flórida. Vou até um banquinho. Um casal de senhores comenta comigo acerca da alta temperatura. Eu falo a eles que minha cidade era bem pior. Para mostrar simpatia e tentar seguir uma conversa pergunto se eles estavam "waiting for the shuttle to LBVFS". Eles respondem que sim e o assunto encerra.