domingo, 13 de setembro de 2009

August 13th - Início de compras

O shuttle chega e rumamos ao mall. O simpático motorista comenta comigo. "You have the discounts!". Haviam me entregue um livrinho com os descontos, no hotel. Eu respondo, sempre tentando mostrar simpatia: "Yeah! Let's spend some money!". No caminho, vejo um lindo painel. "Welcome to Walt Disney World Resort". De um lado, o Mickey. De outro, a Minnie.

Depois de passar em outros hotéis para pegar mais gente, chegamos ao destino. Deixo um merecido dollar de tip e recebo ouço um elogio: "I have a nice boy!". Vou ao Guest Relations e pergunto como chegava no Wal-Mart. Em Porto Alegre, descobri que havia um próximo. Vou lá. O caminho é horrível. É uma estrada. Não há calçada. Um calor muito forte. Eu era a única pessoa caminhando lá. Outra descoberta. Os americanos não são muito adeptos de caminhar. Devia estar escrito na minha cara: Immigrant.

Depois de uns bons 20 minutos, eu chego no Wal-Mart. Um lugar gigantesco. E bem simples. Bastante bagunçado, bem povão. Ouço muita gente falando espanhol, o que nunca achava bom e procurava evitar. Fico mais de uma hora lá andando sem rumo. O lugar tem tanta coisa, mais tanta coisa, que, ao mesmo tempo, não tem nada. Acabo comprando só um pacote com 12 garrafas, 1,5 litro, da Nestlé. Pouco mais de U$ 4.

O caminho de volta é ainda pior. A sacola começava a rasgar pelo pesado pacote. Parecia não chegar nunca. O calor era insuportável. Eu pingava. Quando cheguei novamente no LBVFS, não tinha mais energia para conhecer as lojas. Sentei num banquinho e fiquei ali até o horário de volta do shuttle para o hotel. Pingando mesmo. Passava a mão na cara e minha mão brilhava. E eu com uma sacola rasgada do Wal-Mart. No horário, o motorista aparece e ironiza. Algo como "You've been to Wal-Mart. You're smart". Um smart que eu entendi como meio negativo. No caminho, o tempo muda completamente. Surge um temporal. Mais uma descoberta: assim é o clima do estado nesta época. Muito sol e calor, com um curto mas forte temporal. Voltamos ao hotel.

Como já passava das 4PM, pude, enfim, fazer o check in. Recolhi minhas malas e, a pé, fui procurar o bloco onde ficava meu quarto. Chego e me deparo com uma boa surpresa: o quarto tinha duas camas de casal. Espaço de sobra. Tomo um banho e espero o temporal diminuir para iniciar algumas compras. Best Buy e Florida Mall.

Na recepção do hotel, peço um táxi para o Florida Mall. Eles me advertem que a round trip custaria uns U$ 60. Nossa. Mas era preciso. Torci para um taxista confiável. Nunca se sabe o que pode acontecer num lugar totalmente estranho. Mas tive muita sorte. Se apresenta Mohammad, um marroquino extremamente gente fina. Conseguimos desenvolver uma conversa bem legal.

Eu digo a ele que iria no Florida Mall e na Best Buy. Ele se oferece a buscar-me e eu prontamente aceito. Peço para ele me largar na Best Buy. Queria comprar um notebook. Ele fala que me pegaria na "Main Entrace" do Florida Mall. Saio do táxi e entro na BB. Lá de dentro, ouço uma buzina. Era "my friend", como ele já se referia a mim. Ele me chama. Diz que estava com medo que eu me perdesse e disse que me mostraria a entrada principal do Shopping, onde ele me buscaria. Isso gratuitamente. No caminho, Mohammad me aconselha que seria melhor eu começar no Florida Mall e eu concordei com ele. Assim, ele me pegaria na BB.

Foi bem corrido meu passeio no Florida Mall. Compro uns perfumes, um moletom pro mano e um Woody (que faria companhia ao Buzz que eu havia comprado na primeira viagem à Disney, mas que havia sido pego pelo meu querido irmão). Não tive tempo de conhecer muito. Só corria. O lugar era imenso. Me perdi algumas vezes. Terminado o passeio, era hora de ir à Best Buy. Ela fica muito perto do Shopping. Apenas uma praça os separa. Mas é um lugar escuro. Então o táxi é necessário. Mohammad havia me dito que o táxi custaria U$ 5 dollars.

Saí para a Main Entrance e encontrei o que defini como uma "máfia" de taxistas africanos. Falei com um deles. Ele riu e queria me cobrar uma fortuna para atravessar a rua. U$ 15!! Achei um absurdo e neguei. Ele chamou uns "colegas" e começaram a falar num dialeto. Impossível entender. Eu senti medo e entrei novamente no Shopping. Atravessei-o todo para ver se havia outro lugar onde eu poderia achar um táxi. Tive muita sorte em encontrar um solitário por ali. Mr. Fred me levou em segurança, e pelo preço correto, à Best Buy.

Chegando lá, me dirijo à seção dos computadores. Vejo muitos brasileiros e um vendedor brasileiro. Como ele estava muito ocupado com eles, peço ajuda a outro mesmo. Nisso, encontro o Mohammad. "My friend" já me esperava. Que cara impressionante. Compro este notebook por incríveis U$ 320.

Volto com meu mais novo amigo. Ele me deixa seu cartão. Certamente, eu iria ligar para ele. Confiança é tudo. Mohammad havia conquistado minha total confiança.

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